Roberta sentiu uma fúria crescente. Sandro não havia notado sua movimentação e estava indo diretamente para Pâmela?
Sua mente trabalhou rapidamente. Sandro e Pâmela sempre mantiveram seu casamento em segredo, e praticamente ninguém de fora sabia de seu estado civil.
Se Sandro fosse até lá agora e revelasse a todos sua relação com Pâmela, como ela ficaria?
No setor, muitas pessoas sempre os consideraram um casal.
Alguns até os elogiaram em público, dizendo que ela e Sandro eram um par perfeito, e Sandro nunca havia negado.
Mas se Sandro quebrasse esse equilíbrio agora, o que as pessoas presentes pensariam dela?
Onde ela esconderia o rosto?
Ela não era uma qualquer na indústria!
Essas considerações passaram pela mente de Roberta e, instintivamente, ela agarrou a mão de Sandro.
Quando Sandro olhou para ela, Roberta aproveitou para apoiar a cabeça no braço dele.
Com a outra mão na testa, sua voz soou suave e melódica.
— Sandro, acho que estou um pouco bêbada.
Do outro lado da grande mesa redonda, Beto cuspiu um osso da boca.
Alguém ao lado perguntou.
— O que aconteceu, Sr. Lacerda?
Beto, com os olhos fixos em Sandro, respondeu.
— Algo nojento não deveria estar na mesa. Deveria ser jogado no lixo.
A pessoa ao lado riu sem graça.
— Vou falar com o chef depois para que retirem este prato.
Enquanto comia, Pâmela discretamente fez um sinal de positivo para Beto por debaixo da mesa.
Meu amigo, que mestre da ironia!
Seu sarcasmo era impecável.
Sandro não estava bêbado, apenas tomado pela raiva. Ver sua esposa, com quem mantinha um casamento secreto, flertando com outro homem bem na sua frente, fazia sua cabeça pesar.
Pâmela... ela não era mais uma garota de dezoito anos, mas ainda conseguia seduzir homens com aquele rosto, mesmo depois de sair da prisão e em tão pouco tempo.
E ainda por cima, um homem excelente como Beto.
Sem dúvida, isso fez Sandro sentir como se algo seu estivesse sendo cobiçado.
Apesar de ser algo de que ele normalmente não gostava e até deixava de lado, ser tomado por outra pessoa era diferente.
Um homem de sucesso, tem um forte senso de território.
Roberta, vendo que ele ainda olhava para Pâmela, sentiu um profundo desconforto.
— Sandro, minha cabeça dói, estou me sentindo muito mal.
O homem que havia bebido com Roberta momentos antes levantou-se imediatamente.
— Sr. Gattas, a Sra. Salazar parece estar bêbada. Meu motorista está esperando lá fora, que tal eu a levar para casa?
Sandro não estava bêbado e tinha a mente clara.


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