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Da prisão ao Topo: A Era dela na TI romance Capítulo 21

Sandro olhou para Pâmela.

Ele nunca a tinha visto falar com ele daquele jeito.

A Pâmela que o cortejava era intensa e, como filha da família Castro, também era orgulhosa.

Mas, na maioria das vezes, ela falava com extrema gentileza.

A Pâmela diante dele agora era afiada, com uma ferocidade combativa que a tornava uma estranha aos olhos de Sandro.

Será que a prisão a transformou tanto assim?

Sandro quis deixar para lá, mas atrás dele, Natália chorava ainda mais alto, e Roberta a consolava sem parar.

Sandro olhou friamente para Pâmela.

— Essa é a educação que você recebeu como a herdeira da família Castro?

Pâmela respondeu.

— Ah, que tipo de educação a família Castro tem? Um pai infiel, uma mãe louca, os irmãos cegos e uma avó em estado vegetativo, graças a certas pessoas.

— Agora vejo. Antes, você estava apenas fingindo para me conseguir.

Pâmela olhou para Sandro com frieza, como se nunca o tivesse conhecido.

O homem que antes parecia nobre e virtuoso aos seus olhos, na verdade, não passava de um homem comum.

Realmente, insuportavelmente vulgar.

Pâmela olhou para a cama, onde Oscar a encarava com um olhar de repulsa do início ao fim.

Era como se a sua existência como mãe fosse uma vergonha para ele.

Pâmela não se prendeu mais a isso; sua vinda hoje tinha sido um erro.

O coração de um filho que muda é mais desolador do que o de um marido.

Ela saiu do quarto e foi para o da sua avó, ao lado.

Em comparação com a agitação no quarto de Oscar, o da sua avó era muito mais frio e silencioso.

A velha senhora jazia na cama, com sua vida mantida pelos tubos conectados ao seu corpo.

Na sua idade, Pâmela não sabia se ela teria alguma chance de acordar.

Aqui, ninguém a desprezava, ninguém a julgava mal.

Depois que sua mãe enlouqueceu, sua avó era a única pessoa que a ouvia.

Ela lhe levava comidas deliciosas que preparava nos fins de semana e comemorava sinceramente com ela quando desenvolveu o La Algoritmo.

E quando ela deixou a própria empresa para ajudar Sandro a começar a sua, foi a avó quem a aconselhou, dizendo que mesmo apaixonada e casada, uma mulher deveria ter sua própria carreira e não girar em torno de um homem.

— Vovó, a culpa é minha. Eu não ouvi seu conselho. Minha cabeça estava nas nuvens, aproveitando apenas a doçura do amor. Eu não sabia que havia um monte de merda sob aquela casca doce, e acabei te machucando.

— Vovó, abra os olhos e olhe para mim. Me bata, a culpa é toda minha.

— Contanto que você acorde, eu aceito qualquer punição.

Nos últimos dois anos, toda a sua dor veio como uma maré.

Pâmela pegou a mão da avó e a levou ao próprio rosto.

Mas, infelizmente, a velha não mostrou qualquer reação.

Pâmela falou sozinha por um longo tempo e, depois de se recompor, foi perguntar ao médico sobre a situação.

Ela soube que a chance de recuperação da avó era mínima. Os ferimentos graves de dois anos atrás eram quase irreversíveis. A menos que ocorresse um milagre médico, remover os tubos significaria a morte.

A família Castro mantinha a vovó nesse estado apenas porque ela também vinha de uma família proeminente, com uma complexa rede de contatos por trás.

Capítulo 21 1

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