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Contrato Proibido Com o Tio do Meu Ex romance Capítulo 63

“Amy Ferretti”

As portas do elevador se fecham e, finalmente, fico sozinha.

Encosto as costas na parede espelhada e solto o ar devagar.

Por alguns segundos, apenas observo meu reflexo enquanto o elevador desce.

E então, sem conseguir evitar, sorrio. Mas não um sorriso discreto.

É um sorriso ridículo, de quem acabou de assistir Dante Ferretti perder o controle por causa de um abraço.

“Esses sorrisos são só meus, Amy.”

Mordo o lábio, tentando conter o sorriso, mas não funciona.

Porque é difícil não achar graça quando o homem mais controlado que já conheci quase teve um treco ao me ver abraçando outro homem.

E ainda tentou chamar tudo de irritação profissional.

— Se isso não é ciúme, o que é? — murmuro, observando os números diminuírem.

E, de repente… a pergunta faz meu sorriso diminuir.

Porque ciúme significa sentimento.

E sentimento é uma palavra grande demais para um homem que sempre faz questão de me lembrar de que há um contrato entre nós.

Encaro meu reflexo e balanço a cabeça.

Talvez isso realmente não seja ciúme.

Talvez seja só uma forma de marcar território. O instinto do macho alfa que não quer, mas também não deixa ninguém chegar perto.

As portas do elevador se abrem antes que eu chegue a uma conclusão.

O que provavelmente é melhor assim.

O setor de RH fica no quinto andar e é silencioso a ponto de dar sono em qualquer um.

A recepcionista sorri assim que me vê.

— Boa tarde, Sra. Ferretti. A Srta. Turner avisou que você viria.

— Boa tarde.

Ela solicita meu crachá antigo, confere alguns dados no sistema e faz um gesto em direção a uma cadeira.

— Pode se sentar. Vai levar só alguns minutos.

Assinto e me sento.

Pego o celular para passar o tempo, mas nem chego a desbloquear a tela.

— Você viu as notícias? — comenta uma voz baixa do outro lado da divisória.

— Vi. Ainda não acredito.

Reconheço o assunto antes mesmo de ouvir meu nome.

— Quem diria, né? Uma simples assistente se casar com um homem tão poderoso.

— Ela deve ter planejado tudo, sabia? Ele não cairia assim do nada.

— Óbvio. Ou vai dizer que você acredita mesmo nessa história de romance?

A outra dá uma risadinha.

— Eu? Nem um pouco.

— Alguma coisa ela fez. Homem como aquele não olha para uma assistente do nada.

Meu estômago revira, mas continuo olhando para a tela do celular, sem piscar.

— Óbvio que fez. Soube que ela está grávida.

Uma pausa.

Depois, a frase que faz meu maxilar travar.

— Com certeza foi o clássico golpe da barriga.

A outra concorda com um murmúrio.

— E funcionou perfeitamente. Porque, convenhamos… olha quem ele é.

Respiro fundo.

Uma parte de mim me manda levantar e ir embora.

Outra, me manda fingir que não ouvi.

Nenhuma das duas vence, porque outra voz surge.

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