Ela franze as sobrancelhas, claramente sem entender uma palavra, mas sua postura muda na mesma hora.
Seus lábios se entreabrem levemente, e as pupilas se dilatam.
— O que você disse? — pergunta, enrolando os dedos na minha gravata. — Isso foi tão sexy.
Porra.
Ela gosta de me ouvir falando em italiano.
Giro nossos corpos e a prenso contra a mesa, com as mãos firmes em sua cintura. Amy solta um suspiro trêmulo, pressionando o quadril contra o meu.
Prendo os dedos em seus cabelos com firmeza, inclinando seu rosto para cima.
— Tu sei mia moglie, cazzo.
Meu polegar roça seu lábio inferior.
— E eu não divido o que é meu.
— Não sou um objeto, Dante.
— Não.
Me Inclino, falando contra sua boca.
— Tu sei una tentazione pericolosa.
Eu a beijo com fome, sem pedir permissão. Ela corresponde com a mesma intensidade, entreabrindo os lábios para receber minha língua.
Isso basta para apagar qualquer resquício de controle que eu ainda fingia ter.
Me afasto devagar, o suficiente para olhar em seus olhos.
Ela está com os lábios inchados, a respiração irregular e os olhos escurecidos.
Completamente entregue.
E, ainda assim, com aquele brilho de desafio que nunca desaparece por completo.
Minhas mãos descem pelas curvas do corpo dela, apertando a cintura, descendo até a bunda e puxando-a com força contra mim.
Quando sente o quanto estou duro, latejando contra sua barriga, ela crava as unhas nos meus ombros.
— Dante… aqui não — murmura, sem convicção, porque o corpo trêmulo desmente cada palavra.
— Aqui. Agora.
Viro seu corpo de costas para mim com um movimento rápido, pressionando-a contra a mesa.
— Você me provocou até me fazer perder o controle, tentação.
Minhas mãos sobem por baixo da blusa, apertando seus seios, e meus polegares roçam seus mamilos já enrijecidos.
— Nada mais justo do que aguentar as consequências.
Seguro seus cabelos com uma das mãos, jogando-os por cima do ombro para expor seu pescoço, e mordo sua pele, chupando até marcá-la.
Minha mão desce pela frente da calça dela. Abro o botão com impaciência e abaixo a peça devagar.
Amy solta um gemido rouco quando meus dedos deslizam por baixo da calcinha e encontram sua boceta encharcada.
— Tudo isso é por causa de um amigo de infância ou é por mim?
— Seu ego não precisa de mais estímulo — responde, com a voz falhando no final.
— Responde.
— Dante…
Circulo seu clitóris devagar, torturando-a sem pressa.
— Por você — cede, quase sem voz. — Só por você.
Sorrio, satisfeito, e, num movimento rápido, giro seu corpo e a coloco sentada na borda da mesa.
Me agacho devagar, olhando para cima enquanto abro suas pernas.

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