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Contrato Proibido Com o Tio do Meu Ex romance Capítulo 61

“Dante Ferretti”

Eu não estou com ciúmes.

Não há motivos para sentir ciúmes de uma mulher que deveria ser apenas um contrato.

Não há motivos para sentir isso por uma mulher de quem devo apenas cuidar, dar estabilidade e garantir que meus filhos cresçam bem.

Repito isso para mim mesmo pela terceira vez desde que a vi abraçando Christopher Wilde.

Não funcionou da primeira vez.

Também não funcionou durante toda a reunião, quando aquele figlio di puttana parecia confortável demais perto dela.

Muito menos funcionou quando vi os dois saindo juntos para almoçar.

Nunca imaginei que uma hora pudesse durar tanto.

Nem que me incomodaria tanto vê-la voltar do almoço com aquele sorriso no rosto.

O mesmo que ela me dá quando está completamente à vontade. Quando está nos meus braços.

Só que, desta vez, não era para mim.

Isso não deveria incomodar, porra.

E, no entanto, aqui estou.

Encostado na minha mesa, com os braços cruzados em uma tentativa inútil de manter o controle enquanto espero por ela.

Amy abre a porta devagar, meio hesitante, e entra sem me olhar diretamente.

Assim que a porta se fecha, me inclino para trás e aperto o botão do sistema de privacidade embaixo da mesa.

As paredes de vidro começam a escurecer lentamente, até que o mundo lá fora desapareça.

Agora somos apenas nós dois.

— Algum problema, Sr. Ferretti?

Amy para na minha frente e, instantaneamente, a hesitação é substituída pelo desafio que eu já conheço tão bem.

Ela cruza os braços e levanta levemente o queixo, sem nenhum pingo de arrependimento.

Essa mulher quer me enlouquecer hoje. Só pode.

— O RH está te esperando para atualizar seu crachá e seus documentos — informo, sem rodeios.

— O quê? Por quê?

— Porque permiti que você mantivesse o nome de solteira enquanto nosso casamento não era público.

Apoio as mãos sobre a mesa, sustentando seu olhar.

— Agora todos já sabem. Não vejo motivo para você continuar circulando pela empresa com um crachá que diz Donovan e não Ferretti.

Amy olha para o crachá preso ao próprio blazer. Depois, volta os olhos para mim.

— Você me chamou aqui por algo que poderia ter sido um e-mail?

— Gosto de resolver assuntos urgentes pessoalmente.

Ela inclina a cabeça, apertando os lábios.

— E desde quando um crachá virou um assunto urgente?

— Desde que a minha mulher resolveu sair abraçando outros homens na minha frente como se eu não existisse.

Amy pisca duas vezes. Depois, solta uma risada baixa, incrédula, mas seus olhos brilham como se estivesse se divertindo.

— Eu estava abraçando um amigo de infância. Não via o Chris há anos.

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