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Contrato Proibido Com o Tio do Meu Ex romance Capítulo 52

A água quente para de cair.

Dante desliga o chuveiro e pega uma toalha, enrolando-a em volta da cintura.

Depois, pega outra toalha e me entrega, me dando um beijo na testa antes de se virar.

— Vou me vestir — murmura, com a voz ainda rouca.

Ele some pela porta, enquanto permaneço parada no meio do banheiro por alguns segundos, segurando a toalha e olhando para o nada.

— O que foi isso? — sussurro.

A resposta não vem, claro. Meu cérebro ainda está tentando processar, enquanto o resto do meu corpo continua com memória própria.

Me seco rápido, tentando não pensar em nada, e volto para o quarto antes que minha cabeça resolva entrar em colapso total.

Me visto devagar, porque meu corpo ainda sente tudo. Cada movimento me lembra do que fizemos.

Fecho os olhos por um segundo e respiro fundo.

Quando abro os olhos novamente, encaro meu reflexo no espelho, notando os lábios ainda vermelhos e uma leve marca no pescoço.

— O que faço agora? — murmuro, me sentando na cama.

Porque simplesmente não sei como agir. Não sei se continuo aqui na cama, se saio do quarto ou se finjo que nada mudou.

Tudo parece estranho. Agora eu simplesmente não soubesse mais como voltar ao normal.

Meu estômago ronca alto, escolhendo por mim. Me levanto, respiro fundo outra vez e saio do quarto devagar, quase hesitante.

Quando chego ao corredor, acelero os passos sem perceber, mas, ao chegar à cozinha, sorrio da atitude ridícula.

— Você é adulta, Amy Ferretti — murmuro, pegando um cacho de uvas. — Aja como tal.

Me sentindo um pouco mais confiante, coloco as uvas num pote e saio da cozinha. Quando chego à sala, porém, a confiança evapora.

Dante está no sofá, com uma camiseta preta e uma calça de moletom da mesma cor, os pés descalços apoiados na mesa de centro. O controle remoto na mão.

Fico parada por um segundo na entrada da sala, sem saber muito bem o que fazer com isso.

Com ele assim. Com nós dois assim.

Por fim, me sento na outra ponta do sofá, com uma distância que não engana ninguém, tentando fingir naturalidade.

Olho para a televisão, onde passa um filme antigo em preto e branco, com diálogos em italiano.

Não reconheço o título, não entendo nada do que eles falam, mas as imagens não combinam em nada com o que eu imaginaria que Dante Ferretti assistiria.

Não tem ação, não tem tensão corporativa. É… calmo. Quase nostálgico.

Desvio os olhos para Dante.

Ele assiste com atenção genuína. Relaxado. Uma expressão que raramente vejo nele durante o dia: sem tensão na mandíbula, sem aquela postura de CEO que ele carrega para todo lugar.

Não é o que eu imaginaria encontrar se alguém me pedisse para descrever Dante Ferretti num domingo de manhã.

Fico olhando por mais alguns segundos além do que deveria.

Ele não desvia os olhos da tela.

— Quer assistir a outra coisa? — pergunta, sem me olhar.

— Não. Pode assistir a… seja lá o que é isso.

Ele finalmente me olha… e sorri. Um pouco, mas sorri.

— É um clássico italiano.

— Imagino.

Fico alguns segundos encarando a televisão, tentando descobrir pela expressão dos atores o que está acontecendo.

Inútil.

— Eles estão brigando ou se declarando?

Dante solta uma risada baixa. Uma risada de verdade.

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