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Contrato Proibido Com o Tio do Meu Ex romance Capítulo 51

“Amy Ferretti”

Já perdi a conta de quanto tempo estamos na cama. De quantas vezes fui ao céu e voltei, mas sei que foi mais do que a primeira vez.

Meu corpo ainda treme, sensível demais, quando sinto minha pele arrepiar pela terceira vez. O orgasmo me rasga por dentro, mais forte, mais longo, quase demais para suportar.

A gravidez parece ter deixado tudo bem mais intenso, mais fácil de chegar ao limite. E ele parece ter descoberto isso rápido.

— Dante… — a voz sai quebrada, sem querer.

Ele não responde. Apenas me segura com força pelo quadril, aumenta o ritmo e solta um gemido rouco, gozando pela segunda vez.

Quando finalmente desabamos na cama, estou ofegante, exausta e completamente mole.

Dante cai por cima de mim, e nossas respirações se misturam, rápidas e irregulares. Ele ainda está dentro de mim, latejando devagar, como se não quisesse sair nunca.

Fico imóvel por um momento, sem saber o que fazer.

A primeira vez que transamos foi urgente, quase desesperada. E agora também foi intenso, demorado, mas de um jeito diferente.

Porque, desta vez, foi como se ele quisesse compensar cada dia de tensão que passamos desde então.

E eu deixei. Mais do que deixei… eu quis.

Dante respira fundo e levanta o rosto, me olhando. Seus olhos ainda estão escuros, o cabelo bagunçado, a pele brilhando de suor.

De todas as versões que conheço, a que mais parece absurdamente irresistível é essa, assim, dele desfeito de prazer.

Por um segundo, ele só me observa, como se buscasse algo.

— Se arrependeu? — pergunta, afastando uma mecha do meu cabelo.

Balanço a cabeça, sem nem precisar pensar.

— Nem por um segundo.

Ele assente e sai devagar de dentro de mim, deitando de costas ao meu lado.

O peito dele sobe e desce, pesado. Os braços, que segundos atrás me seguravam com força, agora repousam sobre o colchão.

Encaro o teto, com o coração ainda acelerado, tentando organizar algum pensamento coerente. Mas minha cabeça não colabora.

“Foda-se o contrato.” As palavras dele voltam sem avisar.

Mordo o lábio.

Nós dois sabemos que o contrato continua existindo. Que amanhã o mundo lá fora voltará com todas as suas implicações.

Mas agora, deitada aqui, com o corpo inteiro pesado e a cabeça vazia de defesas, não consigo me importar com nada disso.

Viro o rosto na direção dele.

Dante está olhando para o teto também, com aquela expressão indecifrável.

Abro a boca, mas logo a fecho.

O que eu diria, afinal? Obrigada? Isso não muda nada? Muda tudo?

Antes que eu decida, Dante se levanta da cama devagar. Totalmente nu, sem vergonha nenhuma.

Ele estende a mão para mim.

— Vem.

— Pra onde? — pergunto, sentindo a voz sair rouca e fraca.

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