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Contrato Proibido Com o Tio do Meu Ex romance Capítulo 38

“Dante Ferretti”

Não sei o que exatamente faz meu maxilar travar a ponto de meus dentes doerem.

Não sei se é a voz dela falhando.

Se é a forma como virou o rosto, como se chorar na minha frente fosse uma vergonha que não merecia.

Se é o “eu nem sabia quem era você, Dante”, dito com a convicção de quem ainda precisa se defender de uma acusação que nunca deveria ter existido.

Não sei o que é.

Só sei que meu corpo reage antes mesmo de minha mente processar.

Ela se levanta rápido, segurando meu braço com as duas mãos.

— Dante, eu já estou bem. Por favor, não faça nenhuma besteira depois disso tudo.

Olho para as mãos dela no meu braço. Depois levanto lentamente os olhos até seu rosto.

— Se você acha que eu seria capaz de fazer algo impensado, então não me conhece tão bem quanto pensa.

Ela me solta devagar, como se não estivesse totalmente convencida, mas ciente de que não vai conseguir me impedir.

Enquanto ela volta a se sentar, saio da sala e bato a porta com força.

Paro na mesa da minha secretária.

— Leve água para a Srta. Donovan — ordeno, sem diminuir o passo. — E garanta que ela não seja incomodada.

Sem esperar resposta, sigo pelo corredor.

O andar voltou ao ritmo normal. Ou, pelo menos, está fingindo que voltou.

Algumas cabeças se abaixam quando passo. Outras desviam o olhar rápido demais para parecer casual.

Paro em frente à sala de Dylan, abro a porta sem bater e entro.

Ele está atrás da mesa, com o celular na mão, e levanta os olhos quando entro, com a expressão de quem acredita que não fez nada de errado.

— Tio…

— Precisamos conversar sobre o que você fez.

Fecho a porta e me aproximo da mesa.

Dylan deixa o celular de lado e se recosta na cadeira, cruzando os braços com uma calma que me irrita mais do que ele imagina.

— O que foi que eu fiz? — ele rebate, arqueando as sobrancelhas. — Não vem agir como se aquela puta fosse inocente, tio.

O insulto me faz agir sem pensar e, quando percebo, já atravessei a sala.

Minha mão fecha no colarinho da camisa dele antes que consiga reagir. Puxo Dylan da cadeira e o prenso contra a parede com um baque seco.

O quadro atrás dele balança.

Meu antebraço continua pressionando o peito dele contra a parede.

— Escute com muita atenção — murmuro, baixo o suficiente para fazê-lo entender que já ultrapassou todos os limites. — Nunca mais use essa palavra para se referir a ela.

Inclino um pouco o rosto, sem desviar os olhos dos dele.

— Está me ouvindo, Dylan?

— Me larga — ele diz, tentando se afastar da parede. — Você nem a conhece direito. Ela não é santa como você…

Aperto um pouco mais, o suficiente para fazê-lo parar de falar.

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