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Contrato Proibido Com o Tio do Meu Ex romance Capítulo 32

O calor da voz dele contra meu ouvido me faz fechar os olhos.

Não consigo responder. Só consigo gemer quando dois dedos dele deslizam para dentro de mim com uma facilidade vergonhosa.

Meu corpo arqueia sobre a mesa, minhas mãos apertam os ombros dele enquanto encontra o ponto certo quase imediatamente e começa a mover os dedos em um ritmo firme, profundo.

Minha cabeça cai para a frente, apoiada no ombro dele, quando seu polegar circula meu clitóris inchado.

— Dante…

Minhas unhas cravam no tecido do terno. O vestido está todo embolado na cintura, as pernas abertas obscenamente ao redor do quadril dele.

Qualquer pessoa que abrisse aquela porta agora veria exatamente o que está acontecendo, mas eu não consigo me importar.

Tudo o que importa são os dedos dele me levando à beira da loucura.

Os movimentos dos dedos ficam mais rápidos, mais precisos. Quando o polegar pressiona com mais força, perco o controle de vez.

— Goza pra mim — ele ordena baixinho, mordendo o lóbulo da minha orelha. — Quero sentir você gozando nos meus dedos.

O comando, baixo e firme, é o que me quebra. Meu corpo obedece antes mesmo de minha mente processar.

O orgasmo me atinge com força, fazendo meu corpo inteiro tremer contra ele.

Enterro o rosto no pescoço dele para abafar o gemido longo que escapa da minha garganta enquanto gozo, pulsando ao redor dos dedos dele.

Dante não para de movê-los, prolongando o prazer até eu estar tremendo, mole e ofegante.

Com os olhos escuros fixos nos meus, ele retira os dedos devagar.

Sem desviar o olhar, leva os dois dedos molhados à boca e os chupa lentamente, saboreando meu gosto com uma expressão quase predatória.

— Deliciosa — murmura, com a voz ainda mais grave. — Exatamente como eu me lembrava.

Dante abre o cinto sem pressa, e o som do metal ecoa pela sala silenciosa. O zíper desce, e meu olhar acompanha cada movimento.

Ele começa a puxar a calça para baixo, liberando o membro grosso e duro que já vi latejar por mim antes.

Meu coração dispara.

Mas, antes que consiga se encaixar entre minhas pernas, duas batidas firmes soam na porta da sala privada.

— Sr. Ferretti, com licença. O jantar está pronto.

Dante fecha os olhos, respira fundo e encosta a testa na minha por um segundo.

— Um momento — responde, com a voz completamente controlada, como se estivesse encerrando uma ligação de negócios.

Não entendo como ele faz isso.

Meu coração ainda está disparado, meu corpo ainda está tremendo e eu mal consigo me lembrar do meu próprio nome.

Dante, por outro lado, já está ajeitando a calça, fechando o cinto, endireitando o paletó… tudo isso como se nada tivesse acontecido.

Só os olhos escuros o entregam.

Ele me ajuda a descer da mesa e continua me encarando enquanto puxo o vestido de volta para o lugar.

Quando estou minimamente apresentável, ele passa o polegar pelo meu lábio inferior antes de se afastar.

— Arruma o cabelo — murmura, gesticulando para os meus fios loiros.

— Você me bagunçou toda — respondo, com a voz ainda rouca.

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