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Contrato Proibido Com o Tio do Meu Ex romance Capítulo 14

Uma semana depois…

Amy Ferretti

Acordo correndo.

Só tenho tempo de me ajoelhar diante do vaso, evitando sujar o chão de mármore.

Não é o primeiro enjoo da semana, mas é a primeira vez que acordo com o estômago em guerra.

Não sei quanto tempo permaneço assim, com a barriga se contraindo e os joelhos apoiados no mármore frio.

Quando finalmente passa, continuo imóvel por mais um minuto, respirando devagar.

— Ótimo começo de dia — murmuro, me levantando com cuidado.

Lavo o rosto com água fria e, sem nem me olhar no espelho, prendo os cabelos num coque frouxo. Troco de roupa e finalmente saio do quarto.

O corredor está silencioso, assim como o restante da casa. Dante já saiu, com certeza.

Tem sido assim desde que cheguei. Quando saio do quarto, ele já foi para a empresa. Quando volto para o quarto, ele ainda não retornou.

Às vezes, acho que nem volta.

Assim que chego à cozinha, ouço a voz de Elena. Ela está parada diante da pia, de costas para mim, com o celular no ouvido.

— …sim, continua enjoando — ela diz, em voz baixa. — E ainda não apareceu para o café da manhã.

Uma pausa longa.

— Sim, Sr. Ferretti. Vou garantir que ela se alimente corretamente.

Arqueio as sobrancelhas ao ouvir o nome.

Uma semana morando na mesma casa e ele prefere saber como estou através da governanta. Claro.

Limpo a garganta de propósito, e Elena encerra a ligação sem pressa. Se eu não tivesse ouvido nada, jamais suspeitaria que ela estava passando um relatório sobre mim há dois segundos.

Ela sorri ao me ver e se vira para o fogão.

— Bom dia, Amy. O café será servido. Pode ir para a sala de…

— Acabei de vomitar — corto, fazendo uma careta. — E continuo enjoada. Não tenho estômago para nada agora.

— Entendo, mas…

— Depois eu tento. Prometo.

Ela assente, e saio da cozinha antes que tente insistir.

Volto pelo corredor e sigo para a varanda. O sol da manhã toca minhas pernas assim que passo pela porta.

Me sento na poltrona e puxo as pernas para cima. Abraço os joelhos enquanto encaro a cidade lá embaixo, sem pensar em nada útil.

— Quem diria que eu ficaria tão ocupada fazendo… nada? — murmuro, suspirando.

Isso já está se tornando um problema.

Acordo e, pouco depois, Elena aparece com alguma coisa para eu comer. Como, ou finjo que como, ou como pela metade antes que meu estômago decida que já chega.

Depois, fico aqui sentada, fazendo absolutamente nada. Ou andando pela cobertura, tentando encontrar algo que me faça sentir que ainda existo fora destas paredes.

Já tentei ler, mas minha mente se recusa a colaborar.

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