Lucca:
— Meu nome é Salvatore e esses são meus irmãos, Lucca, Enrico e Dante. — Ele fez as apresentações com naturalidade, mas eu mal ouvia. Meus olhos estavam pregados nela.
Salvatore nos apresentou às garotas, e então ela falou, e sua voz era como mel.
— Prazer, Valéria, e essa você já conhece, minha amiga Cami — Valéria disse, estendendo a mão. Cumprimentou primeiro Salvatore, e quando sua mão tocou as nossas, uma corrente elétrica percorreu todo o meu corpo e, pelo jeito, houve o mesmo com meus irmãos. Senti o choque subir pelo braço, incendiando meu peito. Nos entreolhamos por uma fração de segundo, confirmando a química instantânea. Valéria corou de uma maneira que me deixou duro de tesão, um rubor que subiu do pescoço às bochechas, tornando-a ainda mais irresistível.
Olhamos para Salvatore, que já estava aos beijos com Cami, num abandono que beirava o cinematográfico. Pelo jeito meu irmão conseguiu vencer a resistência da garota. Os dois se levantaram dizendo que iriam pra pista de dança, nos deixando ali com nossa Valéria. O ar ao redor pareceu ficar mais denso, mais quente.
— Não se preocupe Valéria, não mordemos, a não ser que peça. — Dante deu um sorriso malicioso, inclinando-se ligeiramente na direção dela.
— Vejo que está usando a pulseira verde, porém dispensou todos os caras. – Falei com um sorriso sedutor, apontando para a pulseira que contrastava com sua pele morena.
— A idiota da Cami me convenceu a usar a verde, mas, assim que me sentei no bar, me arrependi. — A resposta veio rápida, mas seus olhos não desviavam dos meus, e havia ali uma centelha de desafio.
— Está arrependida agora? – Foi a vez de Enrico questionar, sua voz mais grave, quase um sussurro.
Ela ficou vermelha, senti seu corpo todo se arrepiar, a pele se cobrindo de pequenos pontos. Pela forma como seus olhos se arregalaram e seus lábios se entreabriram, podia apostar que sua boceta já estava toda molhada de tesão. Ela nos olhava com seus lindos olhos azuis arregalados, perdida em algum pensamento que eu pagaria pra saber.
— Valéria? – Dante a despertou dos seus pensamentos com um sorriso malicioso, a deixando ainda mais corada. Ela piscou várias vezes, como se voltasse de um sonho.
— Desculpa, me distraí. — disse, sem graça, mordendo o lábio inferior num gesto que quase me fez perder a compostura.
— Vai responder minha pergunta? Está arrependida de estar com a pulseira verde? — Enrico questionou novamente, implacável.
— Na-não — gaguejou, e o som daquela hesitação foi como combustível para o fogo que ardia em mim.
— Que bom, nostra Valéria — disse Dante, e a palavra "nostra" saiu como uma declaração de posse.
Pronto, agorinha matamos a menina de vergonha. Ela ficou vermelha, parecia uma virgem corando, e essa ideia, longe de me afastar, me atraiu ainda mais. Havia algo de precioso naquele rubor, algo que precisava ser desvendado.

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