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Cláusula Proibida: O Amor Nunca Fez Parte Do Acordo romance Capítulo 222

Capítulo 222 — Sim, Para Sempre

Sara Olsen

O domingo começou em um ritmo completamente diferente do caos barulhento do dia anterior.

Logo após o almoço caseiro impecável que a dona Eleonor e as avós prepararam com orgulho de fazendeiras, o clã texano simplesmente sumiu da cobertura. Papai Rick alegou que precisava ver de perto o píer dos pescadores, vovô Wyatt queria inspecionar as docas e as mulheres resolveram que era uma questão de honra passear no famoso bondinho de São Francisco.

Quando tentei me arrumar para acompanhá-los, minha sogra me empurrou gentilmente de volta para a sala, dizendo que mulher grávida precisava descansar as pernas e que o Henry tinha ordens expressas de cuidar de mim.

A tarde correu serena, quase preguiçosa. Assistimos a um filme no sofá, dividimos um pote de frutas frescas e, por volta das cinco da tarde, Henry se levantou, me puxou pela mão e me deu um beijo suave na ponta do nariz.

— Sarinha, toma um banho bem demorado e coloca aquele vestido azul-marinho de seda que você usou no nosso primeiro jantar oficial como namorados. Quero que a noite hoje seja só nossa, do jeito que eu prometi ontem.

Não fiz perguntas. Conhecendo o texano que eu tinha ao meu lado, qualquer tentativa de arrancar spoilers seria inútil. Tomei um banho morno, deixei os cabelos secarem em ondas naturais sobre os ombros, passei um perfume suave e vesti o vestido fluido de alças finas que descia macio pelo meu corpo, já acomodando a sutil curva no meu ventre.

Quando empurrei a porta do quarto e pisei no corredor da cobertura, meu coração errou a primeira batida.

As luzes principais da sala ampla estavam completamente apagadas. A única claridade vinha de dezenas de pequenas velas aromáticas acesas sobre os aparadores, espalhando um aroma doce de baunilha e canela pelo ar.

Pétalas de rosas brancas desenhavam um caminho suave sobre o piso, guiando os meus passos em direção à sacada panorâmica de vidro.

Caminhei devagar, sentindo as pernas ligeiramente trêmulas.

A enorme porta de correr da sacada estava entreaberta, deixando o vento fresco do entardecer entrar suavemente. Na área externa coberta, com as luzes douradas da ponte Bay Bridge e o mar escuro reluzindo ao fundo, havia uma pequena mesa redonda posta para dois, com taças de cristal, flores frescas e pratos cobertos de prata.

E encostado no parapeito de vidro, com as mãos nos bolsos e me esperando pacientemente, estava ele.

Henry usava uma calça social escura e uma camisa de linho branca impecável, com os dois primeiros botões abertos. O vento despenteava levemente os fios loiros rebeldes, e quando aqueles olhos azuis profundos me encontraram sob a meia-luz, o ar faltou nos meus pulmões.

Ele estava deslumbrante.

— Você está a coisa mais linda deste mundo, Sara — a voz dele saiu rouca, mansa, cheia daquela reverência que sempre me desarmava inteira.

Dei os últimos passos para fora.

— Henry… O que é tudo isso? Você não fez nada disso sozinho, onde está todo mundo?

Ele deu dois passos lentos na minha direção, diminuindo a distância entre nós até que as mãos dele pousassem na minha cintura, me puxando para o calor sólido do corpo dele.

— Minha família foi muito bem instruída a ficar bem longe daqui até que eu mandasse um sinal — ele sorriu de canto, aquele sorriso torto e provocador que me fazia perder o rumo. — Ontem eles me colocaram contra a parede, fizeram toda aquela gritaria na cozinha… Mas a verdade, meu amor, é que ninguém precisava me intimar a nada.

Abaixei os olhos por um segundo, sentindo as lágrimas começarem a queimar as bordas dos meus cílios.

— Eu sei, amor…

— Não, escuta — ele pediu em um sussurro, levantando o meu queixo com o indicador para que eu olhasse bem no fundo dos olhos dele. — No passado, eu passei anos da minha vida tentando planejar cada detalhe. Planejei faculdade, planejei negócios, planejei um casamento inteiro que nunca aconteceu porque não era o que Deus queria. Eu achava que a vida tinha que seguir um roteiro rígido para dar certo. E aí você apareceu.

A mão dele subiu para a minha bochecha, o polegar limpando uma primeira lágrima rebelde que escorreu pela minha pele.

— Com você, nada foi planejado, Sarinha. A gente se esbarrou no meio do caos, das feridas, das incertezas… E mesmo assim, cada minuto ao seu lado foi a coisa mais real, mais perfeita e mais intensa que eu já experimentei em toda a minha existência. Você me ensinou a ter calma. Você me ensinou a amar sem medo de perder o controle. Você defendeu o nosso espaço, cuidou do seu irmão com uma garra que me encheu de orgulho e agora está carregando o nosso bem mais precioso aqui dentro.

A outra mão dele desceu com delicadeza reverente sobre a minha barriga, acariciando o tecido fino do vestido. Eu já estava chorando solto, o peito subindo e descendo com uma gratidão tão gigante que doía fisicamente.

— Eu não quero passar mais nenhum segundo desta vida sem você ao meu lado — Henry continuou, a voz trêmula de emoção.

Ele deu meio passo para trás e, com uma lentidão solene que parecia congelar o tempo ao nosso redor, Henry dobrou o joelho e se ajoelhou no chão de pedra da sacada.

Levei as duas mãos à boca, soltando um soluço sôfrego de surpresa e puro êxtase.

Ele tirou do bolso da calça uma pequena caixa de veludo azul-escuro. Com os dedos firmes, ele abriu a tampa, revelando um anel de platina com um diamante solitário em corte gota, brilhando sob o reflexo das velas com uma perfeição clássica e atemporal.

— Sara Olsen… Você aceita se casar comigo? Você aceita ser a minha mulher, dividir todos os meus dias, as minhas noites e ser a dona do meu coração e da minha vida para sempre?

O choro transbordou de vez. As lágrimas molhavam o meu rosto inteiro enquanto a minha cabeça assentia em desespero, sem conseguir articular a voz nos primeiros segundos.

— Sim! — soltei em meio aos soluços, me ajoelhando no chão junto com ele. — Sim, meu amor! Mil vezes sim! Eu faço tudo por você!

Henry soltou um riso rouco e aliviado, tirando o anel da caixa com os dedos ligeiramente trêmulos e deslizando a joia com precisão no meu anelar esquerdo. Serviu com exatidão milimétrica.

Ele segurou a minha nuca com as duas mãos e colou a boca na minha. O beijo foi quente, salgado pelas minhas lágrimas, mas carregado de uma paixão e de uma promessa eterna que ecoou na minha alma inteira.

Nossos corpos se apertaram no chão da sacada, dividindo o mesmo fôlego e o mesmo futuro sob as estrelas da Califórnia.

Foi exatamente nesse instante que um coro ensurdecedor quebrou a nossa bolha de romance.

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