Entrar Via

Cláusula Proibida: O Amor Nunca Fez Parte Do Acordo romance Capítulo 217

Capítulo 217 — Precisa de companhia?

Sara Olsen

O trânsito da Bay Bridge fluiu devagar sob a claridade forte do fim da manhã. Depois de toda a carga emocional no hangar, ver o jato do Samuel sumir no horizonte tinha deixado um vazio silencioso no meu peito, mas um vazio limpo, sem o pânico que me acompanhava há anos.

Pela primeira vez em muito tempo, eu não estava correndo atrás de um rastro de destruição; estava apenas deixando o tempo fazer o trabalho dele.

Henry mantinha uma das mãos firmes sobre o volante, enquanto a outra descansava espalmada sobre a minha coxa, os dedos quentes apertando a barra da minha saia de tempos em tempos para me manter ancorada na realidade.

Quando ele manobrou na entrada da filial da holding no centro comercial e parou na vaga reservada em frente à fachada de vidro espelhado, o motor continuou ligado em ponto morto, isolando a cabine do barulho da rua.

Ele puxou o freio de mão, desatou o cinto e virou o corpo na minha direção. Aqueles olhos azuis tão intensos me examinaram com um cuidado minucioso, procurando qualquer sombra de tristeza que eu pudesse estar escondendo.

— Tem certeza de que quer trabalhar hoje, Sarinha? — ele perguntou com a voz rouca, o polegar subindo para acariciar a linha da minha mandíbula. — Se você quiser, nós damos meia-volta agora mesmo. Te levo para casa, peço o almoço que você quiser e você passa a tarde na cama descansando com os pés para cima.

Sorri de canto, levando a minha mão até o peito dele, sentindo as batidas firmes sob a camisa.

— Eu tenho certeza, amor. Ficar trancada no apartamento agora só vai fazer a minha cabeça girar em círculos pensando no voo do Samuel até o Colorado. Eu preciso ver gente, preciso focar nas planilhas e cumprir minhas pendências. O trabalho me ajuda a manter os pés no chão.

Henry deu um suspiro manso, inclinando-se até colar a testa na minha.

— Se você sentir qualquer pontada, qualquer enjoo ou se esse garotão resolver chutar a sua costela antes da hora, você me liga na hora. Não inventa de bancar a durona. Eu atravesso a cidade e venho te buscar arrastada.

— Amor, ele precisa ter perninhas para me chutar. — brinquei — Mas pode deixar, meu controlador favorito, que qualquer coisa que acontecer te ligo na mesma hora — falei, puxando o rosto dele para o meu.

Henry colou os lábios nos meus em um beijo lento, quente e cheio de posse contida. A boca dele tinha aquele gosto familiar que sempre me desmontava inteira, me lembrando exatamente a quem eu pertencia.

Quando ele se afastou, deixou uma mordidinha doce no meu lábio inferior que me fez soltar um riso baixo.

— Te amo — ele sussurrou contra a minha pele.

— Te amo infinitamente mais — respondi, pegando a minha bolsa no chão do carro.

Desci do carro sob o olhar atento dos dois seguranças que o Alex havia destacado para a portaria. Assim que passei pelas portas giratórias de vidro e pisei no saguão da empresa, o ar-condicionado suave me recebeu. Caminhei até os elevadores privativos e subi direto para o andar da administração.

Mal coloquei os pés no corredor e ouvi passos apressados vindo na minha direção.

O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Cláusula Proibida: O Amor Nunca Fez Parte Do Acordo