Ela olhou para o relógio de pulso.
Eram sete horas em ponto.
A porta do carro se abriu e um conhecido desceu: Winderson Silva.
Ele foi enviado por Alexandre Castro para acompanhá-la na visita às famílias dos soldados que se sacrificaram.
Winderson Silva avançou e prestou uma saudação militar padrão para Maria Gomes.
— Cunhada. — Chamou ele, sorrindo.
Maria Gomes aceitou o tratamento com naturalidade e sorriu.
— Não esperava que fosse você.
Maria Gomes apresentou Winderson Silva à família Gomes.
Todos se cumprimentaram.
— Essa é a bagagem da cunhada? — Winderson Silva apontou para a mala aos pés de Maria Gomes.
Maria Gomes assentiu.
— Vou colocar no carro. — Disse ele, dando um passo à frente.
Ele pegou a mala e a guardou no porta-malas.
— Obrigada, Capitão Winderson.
Winderson Silva fechou o porta-malas e sorriu.
— Cunhada, não seja tão formal. Pode me chamar apenas de Winderson Silva.
Maria Gomes não era de cerimônias.
— Combinado. Então não serei formal. — Disse ela, assentindo.
Despedindo-se da família Gomes, Maria Gomes e Winderson Silva partiram.
Decidiram ir primeiro à casa de Eloy Lacerda, que era a mais próxima da Cidade Capital.
A casa dele ficava na Cidade Q.
Embora fosse a mais próxima, ainda exigia mais de cinco horas de viagem de carro.
O carro dirigiu até a pequena comarca sob jurisdição da Cidade Q.
Depois, desceram para a zona rural e pararam na Aldeia Y.
O tempo estava ótimo hoje, com o céu limpo por quilômetros.
Muitos idosos tinham almoçado e trazido suas cadeiras para a praça da vila.
Estavam conversando e tomando sol.
Entre eles estava o chefe da vila.
Maria Gomes perguntou ao chefe como chegar à casa de Eloy Lacerda.
O chefe viu que ela e Winderson Silva carregavam muitas sacolas e presentes.
Notou também o uniforme militar de Winderson Silva.
— Vocês são companheiros de batalha do Eloy Lacerda? — Perguntou ele.

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