Maria Gomes assentiu.
— Irmão Miguel.
Ao ouvir como Maria Gomes o chamava, um brilho de surpresa passou pelos olhos de Patrício Freitas.
Miguel Andrade sorriu para ele, sem explicar, mas Patrício Freitas provavelmente adivinhou, suspirando internamente.
Não se sabia se o suspiro era por si mesmo, pelo amigo, ou por ambos.
Como era o funeral da vovó Paz, o vovô Paz, mesmo ainda não totalmente recuperado, insistiu em comparecer em sua cadeira de rodas.
Para evitar imprevistos, Maria Gomes foi solicitada a acompanhar o avô exclusivamente.
Ao lado do vovô Paz estava sentada uma senhora idosa de aparência rica. Os dois conversavam.
Maria Gomes aproximou-se.
— Vovô.
O vovô Paz sorriu e exclamou:
— Ah, a Maria chegou.
Em seguida, apresentou-a a Maria Gomes:
— Esta é a irmã da sua avó, da família Ferreira da Cidade G. Maria, pode chamá-la de Tia-avó.
Maria Gomes pensou consigo mesma: "Não é à toa que, ao olhar de relance, achei que a vovó Paz tinha saído do caixão."
Os traços das duas eram extremamente parecidos.
Maria Gomes cumprimentou fluentemente:
— Tia-avó.
A senhora da família Ferreira perguntou ao vovô Paz, confusa:
— Quem é ela?
O vovô Paz respondeu alegremente:
— Esta é a filha do meu Bento, Maria Gomes. Minha Maria é incrível, sabe? Além de ser uma excelente médica, é especialista em inteligência artificial e tem grandes conquistas em biogenética. É um talento de nível nacional.
O vovô Paz não conseguia esconder o orgulho ao dizer aquilo.
Já a vovó Ferreira deixou transparecer um leve desagrado no olhar, perguntando logo em seguida com tom casual:
— Maria, é isso? Cheguei ontem à noite, por que não vi você velando sua avó? Vi que os outros jovens estavam todos lá.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Cinzas de Amor e Glória