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Cinzas de Amor e Glória romance Capítulo 762

Todos os presentes ficaram atônitos.

Que coragem!

Geralmente, por uma questão de aparência ou reputação, ninguém ousaria expressar seus pensamentos mais íntimos de forma tão direta.

Afinal, deve-se respeito aos mortos, ainda mais sendo uma matriarca.

Falar algo assim era pedir para ser criticado.

Jade Paz arregalou seus olhos inocentes e questionou:

— Mas você não é filha do Tio Bento? Se você é filha dele, não deveria velar a Avó Matriarca?

Jade Paz achava injusto. Eram ambas garotas, por que ela tinha que ficar acordada?

Ainda mais porque quem estava deitada ali não era sua avó direta.

Se a neta direta da velha senhora não ia velar, por que ela deveria? Ficar acordada fazia mal para a pele.

Se ela tinha que velar, Maria Gomes também tinha.

Esse tipo de pessoa era simples de entender: não suportava ver o bem-estar alheio.

Se estivesse presa na lama, faria de tudo para puxar quem estivesse por perto para a lama junto, só para se sentir melhor.

Os olhos negros de Maria Gomes fitaram Jade Paz com calma, desmascarando imediatamente sua pequena artimanha.

— Neste mundo não existe o "deveria". Eu não vou fazer a vigília. Se você não quer fazer, apenas diga. Ninguém vai te obrigar.

Com suas intenções expostas, Jade Paz ficou visivelmente constrangida, mas teimou:

— Quem disse que eu não quero velar? Eu só acho injusto com a Avó Matriarca, que os filhos do próprio filho dela não zelem por ela.

Maria Gomes sorriu e perguntou:

— Desculpe, quantos anos você tem, querida?

— Dezenove.

— Dezenove anos. Então já deveria entender a língua humana, não é? — Maria Gomes olhou para ela com uma confusão fingida.

A expressão de Jade Paz fechou-se.

— O que você quer dizer com isso, irmã?

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