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Cinzas de Amor e Glória romance Capítulo 747

O dia seguinte amanheceu.

Bento Paz preparou o café da manhã e Maria Gomes desceu as escadas.

Ela não havia dormido bem, com olheiras profundas marcando seu rosto.

Bento Paz notou e sentiu um aperto no coração.

No entanto, ele não podia demonstrar preocupação para não aumentar a pressão psicológica sobre Maria Gomes, o que a faria se sentir culpada.

Ele fingiu não ver e sorriu.

— Que bom, o café está na mesa.

Pai e filha sentaram-se em lados opostos da mesa para comer.

Maria Gomes perguntou casualmente sobre a vovó Paz.

Bento Paz resumiu a situação da noite anterior em poucas palavras.

Ao terminar, ele se lembrou de algo e perguntou.

— Por que você decidiu, de repente, verificar o monitoramento do quarto da velha senhora?

— Ontem fui ao hospital visitar a vovó Cardoso e, sem querer, vi Márcia Paz com a cuidadora.

Não foi preciso Maria Gomes dizer mais nada; Bento Paz já havia percebido algo vagamente e sua expressão tornou-se grave.

Os dois terminaram o café da manhã e foram juntos para a mansão da família Paz.

Após terminar a sessão de acupuntura no vovô Paz, Maria Gomes foi convidada para a sala de chá.

Ronaldo Paz e Bento Paz a esperavam.

Ronaldo Paz serviu uma xícara de chá para Maria Gomes e perguntou.

— Maria, você disse que viu Márcia Paz com a cuidadora ontem?

Maria Gomes pousou a xícara e respondeu.

— Eu não a vi apenas com a cuidadora.

Ronaldo Paz e Bento Paz olharam para ela simultaneamente, aguardando a continuação.

— Eu também a vi em uma situação suspeita com um homem. — Enquanto falava, Maria Gomes abriu a galeria do celular e mostrou uma foto.

A foto era uma captura de tela do sistema de segurança da garagem subterrânea do hospital, que ela havia invadido.

Ela pretendia investigar o histórico daquele homem.

Mas, como Ronaldo Paz perguntou, ela decidiu contar tudo de uma vez.

Ela entregou o celular a Ronaldo Paz.

— O tio conhece ele?

— Não precisa agradecer, tio.

Ronaldo Paz ordenou ao mordomo que chamasse Márcia Paz.

O mordomo voltou rapidamente para reportar.

— Senhor, a senhorita Márcia não está em casa.

— Não está?

Ronaldo Paz mandou o mordomo ligar para Márcia Paz, perguntar onde ela estava e ordenar que voltasse imediatamente.

O mordomo fez várias ligações, mas nenhuma foi atendida.

— Senhor, o telefone da senhorita Márcia não chama. Tentei dois números diferentes e não consegui contato.

Nesse momento, a delegacia ligou.

Ronaldo Paz atendeu e, considerando que Bento Paz estava presente, colocou no viva-voz para evitar ter que repetir depois.

A polícia já havia terminado o interrogatório.

Diante de provas irrefutáveis e sob o interrogatório repetido dos policiais, a cuidadora não teve escolha a não ser confessar.

Ela não apenas confessou, mas revelou uma informação chocante.

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