A cuidadora preparou o chá com agilidade e serviu a Ronaldo Paz:
— A senhora continua na mesma, sem melhoras significativas, mas pode ficar tranquilo, Sr. Paz, eu cuidarei muito bem da vovó Paz.
Enquanto falava, ela serviu chá para Wellington Paz e Bento Paz.
Nenhum dos três irmãos da família Paz tocou nas xícaras.
— Conte-nos, como é a sua rotina cuidando da vovó Paz? — Perguntou Wellington Paz, com uma expressão ilegível.
A cuidadora achou que era apenas uma inspeção surpresa dos patrões.
Como a vovó Paz não podia falar, a versão da história dependia apenas da boca dela.
A cuidadora começou a descrever sua rotina de trabalho, da manhã até a noite.
— ...Todos os dias, antes de dormir, eu limpo o corpo da senhora, lavo o rosto e os pés, troco a roupa e também aplico creme hidratante e faço massagem...
Bento Paz lembrou-se do que viu nas câmeras de segurança.
A cuidadora realmente passava creme na senhora, mas a maior parte ela passava no próprio rosto, deixando apenas um pouco para a vovó Paz.
E quanto às coisas boas enviadas de casa todos os dias: sopas fortificantes com ginseng centenário, caldo de peixe nobre, iguarias importadas...
Tudo ia para a barriga daquela cuidadora.
O que acabou deixando a cuidadora gorda e corada, com a aparência melhor a cada dia.
Claro, tudo isso eles viram nas gravações anteriores do hospital.
Eles apenas deram uma olhada casual, sem assistir a tudo minuciosamente.
E mesmo assim, viram tantas cenas revoltantes.
Após relatar seu trabalho, a cuidadora acrescentou:
— Devido ao derrame, a senhora fica de mau humor e impaciente. Mas podem ficar tranquilos, Srs. Paz, eu sou profissional. Costumo confortá-la para que ela se acalme e coopere com o tratamento médico.
Ronaldo Paz riu:
— Então deve ser muito trabalhoso para você.
A cuidadora sorriu:
— Imagina, Sr. Paz, é o meu dever. Já que recebo o dinheiro de vocês, naturalmente cuidarei bem da vovó Paz para que a família possa trabalhar tranquila.
Era impossível a família ver.
Deviam estar blefando.
Ela nem parou para pensar por que os três irmãos da família Paz iriam blefar com ela.
A cuidadora assumiu uma expressão de quem sofreu uma grande humilhação e disse com firmeza:
— Sr. Paz, o que vocês querem dizer? Se não confiam em mim, eu me demito. Vocês podem procurar alguém melhor.
— Sinceramente, com o temperamento da sua mãe, quero ver se encontram uma cuidadora como eu, que trabalha duro e tem boa índole.
— Embora eu seja apenas uma cuidadora, tenho dignidade. Suspeitar de mim é um insulto, um tapa na minha cara. Eu não trabalho mais aqui.
A cuidadora arrancou o crachá do pescoço com arrogância e o jogou no chão.
Sua atitude era mais autoritária do que a dos patrões.
Wellington Paz disse friamente:
— Não é você que não trabalha mais, é você que está demitida. Além disso, precisará ir à delegacia para colaborar com as investigações por maus-tratos a paciente!

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