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Cinzas de Amor e Glória romance Capítulo 737

Hospital.

Márcia Paz caminhou até o quarto da vovó Paz, ostentando a marca vermelha de uma bofetada no rosto.

— Vovó. — Márcia Paz aproximou-se.

Ela arregaçou as mangas.

Pegou a toalha das mãos da cuidadora.

Começou a limpar o corpo da vovó Paz pessoalmente.

— Pode sair, eu cuido da vovó Paz agora.

A cuidadora, feliz com a folga, deixou o quarto.

Márcia Paz continuou a limpar a vovó Paz e falou:

— Vovó, a irmã Maria teve alta.

— Ela foi hoje lá em casa fazer a sessão de acupuntura no vovô.

— Acredito que ele vai melhorar em breve, pode ficar tranquila.

A vovó Paz ficou ansiosa ao ouvir aquilo.

Se o patriarca ficasse bom, o que seria dela?

Ela grunhiu, agitada, olhando para Márcia Paz.

Márcia Paz disse com voz suave:

— Vovó, eu entendo o que a senhora quer dizer.

— Mas... — Márcia Paz fez uma pausa, fingindo dificuldade.

— O tio e o meu pai devem ter seus próprios motivos.

— Ninguém mencionou trazer um médico para a senhora.

A vovó Paz sentiu o peito arder de raiva, respirando com dificuldade como um fole velho.

Márcia Paz acariciou o peito da idosa para acalmá-la.

— Vovó, não se preocupe.

— Eu implorei à irmã Maria, em particular, para vir vê-la quando tivesse tempo.

A vovó Paz olhou para ela com urgência.

Queria saber o resultado.

Os olhos de Márcia Paz ficaram vermelhos de repente.

— Desculpe, vovó, eu sou inútil.

— A irmã Maria não quis vir.

— E ela ainda me deu um tapa na cara.

A vovó Paz arregalou os olhos, fixando o olhar na marca vermelha no rosto de Márcia Paz.

Seus olhos ficaram injetados de sangue.

O ódio cresceu em seu coração.

Ela odiava seus três filhos.

Ela estava internada e ninguém vinha visitá-la.

Jogaram-na nas mãos de uma cuidadora.

Mas a vovó Paz estava sendo injusta.

Ronaldo Paz trabalhava no governo, era ministro, e os assuntos do Estado tinham prioridade.

Wellington Paz administrava as indústrias da família Paz, viajando constantemente, girando como um peão.

Não era falta de vontade de vê-la.

Quanto a Bento Paz, ela mesma havia partido o coração dele.

— Aaah... uuuuh! — Ele não ousaria! A vovó Paz arregalou os olhos.

— Vovó, me salve, por favor.

— Eu consultei um advogado.

— O advogado disse que, se a senhora não concordar, papai não pode me remover da família.

— Eu continuarei sendo sua neta.

— Vovó, eu não quero me casar.

— Posso ficar ao seu lado para sempre.

— Cuidarei da sua vida, lerei o jornal para a senhora, farei massagens e lhe farei companhia.

— Vovó, a senhora me salva?

— Deixe-me ficar ao seu lado, está bem?

— Vovó, se a senhora concordar, apenas acene com a cabeça.

A vovó Paz também queria alguém de confiança ao seu lado.

Afinal, a cuidadora era paga.

Cuidar dela era apenas um trabalho, sem dedicação real.

No começo, a cuidadora foi diligente.

Depois, começou a ficar preguiçosa e astuta.

Sempre que alguém visitava a vovó Paz, a cuidadora fingia ser atenciosa.

A vovó Paz não podia falar.

Sofria em silêncio, engolindo a amargura.

Agora, ouvindo o choro de Márcia Paz, ela assentiu com a cabeça.

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