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Cinzas de Amor e Glória romance Capítulo 715

— Qual é o seu nome?

A bela jovem caminhou até o sofá e sentou-se com elegância, observando o homem junto à janela.

Qual era o nome dele?

O homem olhou para o sol brilhante lá fora. Sua mente era um papel em branco.

Como ele se chamava?

De onde vinha?

Por que estava ali?

Ele não sabia de nada. No fundo da alma, apenas o eco de uma voz doce e suave chamando por "Caio".

A voz aparecera em seus sonhos.

Junto com ela, uma silhueta feminina, graciosa, embaçada, mas que fazia seu coração disparar.

No sonho, ele tentava desesperadamente se aproximar para ver o rosto dela.

Mas, por mais que tentasse, a face da mulher permanecia um mistério.

Quem era ela?

Caio?

Era assim que ela o chamava?

Mesmo sem ver o rosto, apenas aquele vulto bastava para agitar sua alma.

Caio Soares levou a mão ao peito. Aquela mulher devia ser muito importante para ele.

Talvez sua esposa?

O olhar de Caio Soares era como um lago profundo, insondável. Seu rosto não traía nenhuma emoção.

Ele perdera a memória, mas não ficara estúpido.

Desde o momento em que acordara, ele observava tudo, alerta.

Naquele ambiente desconhecido, sem saber se estava seguro, ele não podia — e não iria — revelar sua amnésia levianamente.

Enquanto pensava, sua voz soou rouca e grave, carregada de magnetismo.

— Eu me chamo... X...

"X" o quê?

Lá fora, o sol estava no auge, ofuscante.

— Davi Lucca. Eu me chamo Davi Lucca. — Caio Soares virou-se para encarar a jovem no sofá.

— E como a senhorita se chama?

— Sou Maitê Padilha.

Mesmo sem memória, a educação de Caio Soares estava gravada em seus ossos.

Ele assentiu, cavalheiro.

— Srta. Maitê Padilha, muito prazer. Poderia me arranjar algumas roupas, por favor?

— Quer criar?

— Hã? — Maria Gomes olhou para Dr. Lauren, surpresa.

O médico pegou o gato e, sem pedir licença, colocou-o no colo dela.

— Meu trabalho exige que eu viaje o país todo. Não tenho condições de ter um gato. Se você não ficar com ele, vou ter que deixá-lo num abrigo de animais.

Maria Gomes ficou rígida por um segundo.

Mas, ao tocar o pelo macio, suas defesas desmoronaram.

Ela acariciou o bichano, de cabeça baixa, sem dizer nada.

— Os abrigos estão superlotados. Ele é tão pequeno... vai acabar sofrendo na mão dos outros bichos. — Dr. Lauren suspirou, teatral.

O gatinho laranja se acomodou no colo dela e começou a lamber os dedos de Maria Gomes.

Fazia cosquinha. Não era ruim.

Era adorável.

— Você não achou esse gato na rua, achou? Trouxe de propósito para mim.

Dr. Lauren riu, sem negar.

— Como descobriu?

— O pelo dele está muito limpo. — Maria Gomes continuou: — Por que me dar um gato?

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