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Cinzas de Amor e Glória romance Capítulo 712

Márcia Paz assentiu.

Ela ainda ousava assentir.

Wellington Paz, furioso, arrancou a xícara da mão dela e a arremessou no chão.

— PÁ!

A porcelana explodiu em estilhaços, espalhando chá para todo lado.

— Ah! — Márcia Paz gritou, recuando dois passos, o corpo tremendo sem controle.

Ela olhou com pavor para Wellington Paz, que explodira em fúria repentina.

— Pai...

— Não me chame de pai! — O olhar de Wellington Paz era mais afiado que uma navalha. — Como foi que eu criei uma idiota tão presunçosa como você?

— Ahhh... uhhh... — Na cama, vovó Paz gemia, agitada.

Seu olhar parecia repreender Wellington Paz, tentando defender Márcia Paz.

Mas sua boca estava torta.

Ela não conseguia articular uma única palavra completa, apenas emitia sons guturais, com os olhos arregalados de aflição.

Wellington Paz olhou para ela, impaciente.

— A senhora trate de se acalmar. A chefia ligou pessoalmente para o mano mais velho, "preocupada" com sua saúde. Exigiram sua transferência.

Ronaldo Paz pousou sua xícara e finalmente falou.

— Mãe, não é que a gente não se importe. Nós também estamos preocupados. Mas o que podemos fazer? Não somos médicos.

— Se a senhora tivesse ficado quieta, se recuperando... Quando a Maria melhorasse, eu arriscaria minha dignidade, usaria a influência do Bento, e talvez ela viesse te visitar. Sua saúde até melhoraria.

Ronaldo Paz suspirou profundamente.

— Mas agora a senhora ofendeu a menina mortalmente. Mesmo que a Maria melhore, eu não tenho cara para procurá-la.

— Nem eu. — Wellington Paz emendou, começando a sermonear a mãe. — Velha, acho que a senhora caducou de vez. Olha o que a senhora fez. Isso é atitude de gente?

— De qualquer forma, a Maria é sua neta. Se não tem carinho por ela, tudo bem, mas ir lá fazer escândalo? Que tipo de avó faz isso? E você...

Wellington Paz apontou o dedo na cara de Márcia Paz, humilhando-a sem piedade.

No País M, ela enfrentou tiroteios, sequestro, cativeiro, explosões, a morte de entes queridos e ficou na linha tênue entre a vida e a morte.

O psicológico dela certamente estaria abalado.

Sem conseguir ver Maria Gomes, os irmãos conversaram com Bento Paz no corredor.

Ronaldo Paz deu tapinhas no ombro de Bento Paz.

— Bento, a velha caducou, com certeza. O que ela disser daqui para frente, finja que não ouviu. Não leve para o coração. Eu e seu irmão já providenciamos a transferência dela.

Wellington Paz concordou prontamente.

— O mano tem razão. A velha está esclerosada. Se quiser visitá-la, vá. Se não quiser, tudo bem também. Nós te entendemos. E sobre a Márcia... peça desculpas à Maria por mim. A culpa é minha por não ter educado essa menina direito. Diga a ela para ficar tranquila, isso não vai se repetir.

Os três irmãos, Bento Paz e os outros, sempre se deram bem desde a infância.

Mesmo quando Bento Paz insistiu em se casar e entrar para a família Gomes, gerando atritos, o contato nunca foi cortado totalmente.

Quando os irmãos da família Paz iam à Cidade R a negócios, costumavam jantar com Bento Paz.

Enquanto isso, no quarto de Maria Gomes...

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