Depois que terminaram de comer, beberam um pouco da sopa de Dragão e Fénix, branca e encorpada, e comeram algumas castanhas macias e doces.
A vida era maravilhosa.
Felicidade pura!
Em comparação com a vida feliz deles ali, a situação de Ivan Cardoso e Nicolau Cruz era miserável.
Eles precisavam reavaliar a direção na floresta, encontrar o caminho, avançar, e então confirmar a direção novamente, encontrar o caminho e avançar.
Um ciclo interminável.
E, durante o descanso, só podiam comer latas de conserva militares ou biscoitos comprimidos.
Ivan Cardoso mordeu um biscoito, olhando para o rio que subia diante dele.
— Se fizermos uma jangada e formos pela água, economizaremos pelo menos um dia.
Nicolau Cruz respondeu:
— A água pode não ser segura.
Os rios na selva primitiva não eram tão calmos quanto pareciam na superfície.
Piranhas, crocodilos e outros peixes selvagens eram inúmeros.
— Rápido!
Nicolau Cruz ponderou por um momento e assentiu:
— Certo, vamos pela água.
Nicolau Cruz ordenou que cortassem árvores.
Eles tinham ferramentas completas e logo cortaram a madeira necessária.
As toras foram alinhadas e amarradas com cordas e cipós, e também fixadas com pregos para garantir que não se desfizessem.
Em seguida, colocaram outra camada de madeira sobre a estrutura feita.
Fizeram uma jangada de camada dupla.
Ao redor da jangada, penduraram luzes solares, iluminando o rio à frente e atrás.
O grupo de cerca de dez pessoas se revezava para descansar na jangada, sem atrasar a viagem.
...
Na manhã de cinco dias depois, a aurora caiu sobre a floresta.
Após lavar o rosto, Caio Soares tocou a barba por fazer e disse:
— Maria, me ajude a fazer a barba, estou parecendo um homem das cavernas.
— Já vou avisando, não tenho experiência.
O cérebro de Caio Soares funcionava rápido; instantaneamente extraiu a informação que queria daquela frase.
— Sou o primeiro, então. — Ele sorriu, colocando a adaga na mão de Maria Gomes. — De agora em diante, você fará minha barba sempre, tudo bem?
— Você ainda não passou no período de experiência.
Enquanto falava, Maria Gomes aplicou líquido de saponária nos cantos da boca dele.
O líquido de saponária foi fervido novamente depois que fizeram novos tubos de bambu.
— O que foi?
— Seu presente de agradecimento. — Dizendo isso, Caio Soares abaixou a cabeça e capturou os lábios dela, sugando-os suavemente.
Os braços de Maria Gomes envolveram naturalmente o pescoço de Caio Soares.
Os dois se beijaram do lado de fora da caverna.
Quando Ivan Cardoso e Nicolau Cruz chegaram, viram exatamente essa cena.
A respiração de Ivan Cardoso parou, seu coração doeu violentamente e ele foi tomado por uma desolação profunda.
Ele perdeu.
Ele perdeu novamente.
Devido às posições políticas opostas de suas famílias, ele competia com Caio Soares desde a infância.
Competiam em altura, em notas, em tudo.
Antigamente, quando perdia em provas ou competições para Caio Soares, ele considerava aquilo uma pedra de amolar na vida, algo para torná-lo mais excelente.
Haveria novas provas, novas competições, e ele sempre teria a chance de vencer.
Mas desta vez era diferente.
Não havia chance de recomeçar.
Ao lado, Nicolau Cruz tinha o rosto sombrio, cercado por uma aura depressiva e gélida.
Maria Gomes era a mulher que ele desejava!

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