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Cinzas de Amor e Glória romance Capítulo 625

Caio Soares tirou a roupa num gesto rápido, revelando costas firmes e musculosas.

Ele era do tipo que parecia magro vestido, mas tinha corpo definido; músculos compactos e potentes, ombros largos e cintura fina, sexy e forte.

Maria Gomes se surpreendeu por um instante, mas logo seu olhar foi atraído pelas cicatrizes no corpo dele.

As costas de Caio Soares estavam cobertas por uma densa rede de cicatrizes, algumas rasas, outras profundas, grandes e pequenas.

Uma delas atravessava as costas inteiras, evidenciando o perigo mortal daquele momento.

Percebendo o olhar de Maria Gomes, Caio Soares lembrou-se de que ela ainda estava ali.

Ele só pensara que a roupa tinha sangue e precisava lavá-la rapidamente, assim como tirar o cheiro de javali do corpo.

Para evitar atrair javalis adultos.

Caio Soares pediu desculpas e explicou enquanto pulava na parte rasa da água ao lado.

Maria Gomes arrancou um punhado de ervas na margem e entregou a ele.

— Esfregue isso, faz espuma.

Caio Soares olhou para ela, pegou as ervas e as amassou.

— Maria, não está brava comigo, está?

Maria Gomes respondeu enquanto procurava vegetais silvestres:

— Brava por quê? Assistir a um belo homem tomando banho de graça, muitos matariam por isso.

Vendo que Maria Gomes ainda conseguia brincar, Caio Soares relaxou.

Ele esfregou rapidamente o corpo com as ervas, que deixavam um leve cheiro de mato.

Enquanto se lavava, aproveitou para esfregar as roupas também.

— Vupt! — Um bando de pássaros voou assustado na floresta próxima.

Caio Soares saiu rapidamente da água.

— Maria, vamos.

Caio Soares vestiu as roupas molhadas, pegou a carne de javali embrulhada em folhas de bananeira e saiu apressado com Maria Gomes, que carregava frutas e vegetais.

Menos de dez minutos depois que partiram, um javali adulto apareceu na beira do rio.

O javali revirou furiosamente a terra manchada com o cheiro do filhote, rugindo de raiva.

Mas ele só conseguiu rastrear até ali.

De volta à caverna, acenderam o fogo rapidamente.

Caio Soares segurou a roupa para tirá-la, mas parou.

Pensando em algo, olhou para Maria Gomes, pedindo sua opinião:

— Maria, posso tirar a roupa?

Maria Gomes riu:

— Tire. E se pegar um resfriado usando roupa molhada? Você agora é o pilar desta casa.

Caio Soares gostou muito do termo "pilar".

Ele esperava não ser apenas o pilar agora, mas também no futuro para Maria Gomes.

Sorrindo, ele tirou a roupa.

Depois, retirou separadamente o tendão do javali e o colocou de molho em água com cinzas de madeira.

Em seguida, começou a preparar a carne.

— O clima está quente, a carne não vai durar muito. Vamos separar um pedaço para comer hoje e fazer carne defumada com o resto.

Maria Gomes tinha a mesma intenção, por isso havia colhido folhas de pinheiro e folhas aromáticas.

As folhas aromáticas serviam como tempero.

A carne de porco defumada com folhas de pinheiro e ervas ficaria com um cheiro natural de pinho.

Caio Soares sentou-se perto da fogueira para vigiar a carne defumada e aproveitou para secar suas calças molhadas, assim como os sapatos e meias que haviam molhado com a água que escorria da calça.

Caio Soares sorriu, exibindo sua saia.

— O que achou?

A pele de Caio Soares tinha um tom bronzeado com um toque selvagem.

O peitoral era firme, o abdômen trincado em gomos, as linhas fluidas, e as duas entradas profundas na virilha desapareciam dentro da saia de folhas.

As pernas eram longas, retas e fortes.

Ele tinha um corpo ótimo, sexy e selvagem; se pintasse duas listras verdes no rosto, ficaria ainda mais interessante.

Maria Gomes ficou com vergonha de encarar Caio Soares por muito tempo; desviou o olhar, foi até a mesa de pedra e pegou as amoras e os vegetais para lavar lá fora.

Ao passar por Caio Soares, disse:

— Caio, belo corpo.

O sorriso de Caio Soares se alargou.

— Obrigado pelo elogio, Maria. Vou continuar me esforçando para manter a forma.

As bochechas de Maria Gomes coraram levemente.

Caio Soares pegou sua calça e a seguiu para fora; depois que Maria Gomes lavou as amoras e vegetais, ele lavou a calça novamente com água da nascente, deixando-a bem limpa antes de levar para secar.

Porque logo mais Maria Gomes iria vesti-la.

Só de pensar que Maria Gomes vestiria suas roupas, ele sentia uma grande emoção no coração.

Dentro da caverna.

Maria Gomes jogou as amoras menores e limpas dentro de um bambu para fazer sopa de amora.

As maiores foram reservadas para comer como fruta.

Os outros bambus também foram enchidos com água e colocados no fogo.

Em seguida, ela cortou a carne de javali em fatias de espessura uniforme e as colocou sobre outra folha de bananeira.

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