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Cinzas de Amor e Glória romance Capítulo 601

O carro chegou rapidamente à Universidade H.

Ronaldo Paz e sua equipe desembarcaram.

Eles visitaram a centenária Universidade H, acompanhados por funcionários da escola e oficiais do país M.

Repórteres acompanhavam o local, transmitindo tudo ao vivo.

Patrício Freitas e Caio Soares pareciam dois guarda-costas.

Eles seguiam Maria Gomes, um de cada lado, sem parar um segundo sequer.

Os dois não se suportavam, embora não tivessem trocado uma única palavra.

No entanto, seus olhares afiados e sombrios já haviam travado centenas de batalhas silenciosas.

Quando Maria Gomes foi ao banheiro, os dois ficaram esperando do lado de fora.

Patrício Freitas tirou um maço de cigarros, acendeu um e ofereceu o maço a Caio Soares.

— Diretor Caio.

— Muito obrigado, diretor Freitas, mas parei de fumar. — Caio Soares tirou uma pastilha de hortelã e jogou-a na boca.

Patrício Freitas guardou o maço e perguntou casualmente:

— Por que parou de repente?

Caio Soares mastigou a pastilha de hortelã, com os cantos dos lábios erguidos em um sorriso.

Ele, obviamente, não teria a bondade de contar a Patrício Freitas que descobriu que Maria Gomes não gostava do cheiro de cigarro.

Ele havia percebido isso em várias reuniões de negócios anteriores.

Sempre que todos começavam a fumar, Maria Gomes inventava várias desculpas para sair da sala.

Caio Soares respondeu casualmente:

— Fumar faz mal à saúde.

Patrício Freitas ergueu as sobrancelhas.

— O diretor Caio acredita nessas coisas?

Caio Soares sorriu maliciosamente.

— Fumar afeta a qualidade dos espermatozoides.

Patrício Freitas parou o movimento de fumar e olhou bruscamente para Caio Soares.

O que ele queria dizer?

Será que ele e Maria Gomes já estavam no estágio de planejar ter filhos?

Patrício Freitas não sabia que Caio Soares, devido ao vírus zumbi, já não podia procriar, afinal, isso era confidencial.

O único que sabia, Nicolau Cruz, ainda estava preso.

E Caio Soares, naturalmente, disse aquilo de propósito.

Nesse exato momento, Maria Gomes saiu do banheiro.

Caio Soares endireitou o corpo imediatamente e foi ao encontro dela.

Ele tirou habilmente um lenço de papel da bolsa e, em seguida, ofereceu creme para as mãos.

O cuidado de Caio Soares com Maria Gomes penetrava em quase todos os aspectos da vida dela, sendo meticuloso e atencioso.

O que Maria Gomes pensava, e o que ela nem imaginava, Caio Soares já havia considerado.

Patrício Freitas apagou o cigarro em silêncio.

Mais uma vez, ele viu a diferença entre ele e Caio Soares.

Se ser o "marido de Maria Gomes" fosse um cargo que exigisse competição, onde estaria a sua vantagem?

Ele ainda tinha alguma vantagem?

Patrício Freitas sentiu-se subitamente perdido, questionando qual a utilidade de insistir e marcar presença daquela forma.

Mas se não marcasse presença, se não visse Maria Gomes, ele entraria em pânico ainda maior.

Ele não conseguia desistir.

Ele não queria desistir!

Ele não se conformava.

O coração de Maria Gomes se moveu, e ela não pôde deixar de pensar em si mesma anos atrás.

Ela limpou o canto da boca e olhou sinceramente para Patrício Freitas.

— Então eu vou te dizer agora. Não funciona, porque eu pensava assim antes e agia da mesma forma. Eu tentei gostar da sua comida, esperando ficar mais perto de você, mas não fiquei. Você não gostava de mim, pelo contrário, você me achava irritante. A eu de agora é o você daquela época. Então você pode desistir e fazer o que realmente gosta.

— Isso é o que eu mais gosto de fazer agora. — Disse Patrício Freitas, meio ansioso, meio angustiado. — Sinto muito, Maria.

Quanto mais ele vivenciava na pele, mais culpado se sentia, mais doía o coração e mais ele percebia o quanto tinha sido um canalha.

Não havia ninguém no mundo mais canalha do que ele.

Mas ele também sabia que tinha errado e queria mudar.

Ele só pedia que Maria Gomes lhe desse uma chance de se redimir.

Maria Gomes balançou a cabeça.

— O que foi perdido, foi perdido. Nem tudo neste mundo pode ser recomeçado. Um espelho quebrado, para mim, não tem conserto.

Maria Gomes apontou para o coração.

— Não passa. Sempre haverá uma cicatriz. Ela me lembra de tudo o que aconteceu no passado. Eu tenho uma espécie de higiene mental, não suporto nenhuma mancha emocional. Você pode fazer com que tudo o que aconteceu no passado desapareça?

Patrício Freitas não podia.

A máquina do tempo na qual ele insistia em investir talvez pudesse, mas quem saberia quando seria desenvolvida com sucesso?

Talvez fosse apenas uma bela hipótese que nunca seria realizada.

— Em consideração a Antônio Freitas, não quero mais mencionar o passado. Patrício Freitas, somos todos adultos, não quero que as coisas fiquem feias. Desista o quanto antes. Não importa o que você faça, eu nunca mais vou gostar de você.

— Maria. — Os olhos de Patrício Freitas ficaram vermelhos novamente.

Seus olhos, antes frios e nobres, agora pareciam cobertos de geada.

Maria Gomes, no entanto, não olhou mais para ele e continuou a comer de cabeça baixa.

Se não fosse pelo fato de Antônio Freitas ter se corrigido rapidamente.

Considerando o que pai e filho fizeram anteriormente, seria impossível para Maria Gomes perdoá-los.

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