— Antônio, descanse um pouco, não se canse.
— Mão, me dê.
— Está bem, está bem. — A voz indulgente e sorridente de vovó Paz veio do quarto.
Márcia Paz sentiu apenas um frio no fundo do coração, tendo a ilusão de que estava acabada.
...
Do outro lado, o olhar de Patrício Freitas estava fixo na transmissão ao vivo do noticiário, onde Maria Gomes e Caio Soares estavam juntos.
Ao caminhar, Caio Soares seguia logo atrás de Maria Gomes, inseparável, com uma mão amparando virtualmente Maria Gomes, demonstrando total intimidade.
Ao conversar, suas cabeças se aproximavam e seus rostos exibiam sorrisos radiantes.
O que eles estavam dizendo?
Na foto em grupo, todos olhavam para a frente com sorrisos brilhantes.
Apenas Caio Soares era uma exceção; ele virava a cabeça olhando para Maria Gomes.
O olhar era gentil como a brisa da primavera e ardente como o sol de verão.
Ele nem percebeu que o cigarro entre seus dedos havia queimado até o fim.
Foi apenas com a dor na mão que Patrício Freitas despertou.
Mas a dor na mão não chegava a um décimo de milésimo da dor no coração.
Ele perdera seu tesouro, e seu tesouro fora recolhido por outro homem.
Como ele poderia recuperá-lo?
"Click", soou o isqueiro.
Patrício Freitas acendeu outro cigarro.
Quando Vania Costa entrou no escritório, quase pensou ter entrado em uma montanha mística; havia fumaça por toda parte e um cheiro forte de cigarro.
O assistente Rui fora para o país M desbravar território, e Vania Costa assumiu o lugar dele.
Vania Costa largou os documentos e abriu a janela para ventilar.
Olhando para o cinzeiro cheio de bitucas, Vania Costa fez um questionamento profundo:
— Chefe, o que você quer fazer? Quer morrer defumado?
— Algum problema?
— Aqui tem um documento urgente que precisa da sua assinatura. — Vania Costa entregou o documento na mão dele.
Patrício Freitas, com o cigarro na boca, folheou o documento e levantou a mão.
— Caneta.
Vania Costa entregou a caneta, e Patrício Freitas assinou rapidamente.
— Vania Costa, reserve uma passagem para o país M agora mesmo. — Ele não podia esperar nem mais um segundo.
— Ah? — Vania Costa exclamou surpresa, pensou na agenda recente e perguntou: — Ir ao país M fazer o quê? Não temos trabalho agendado no país M recentemente.
Patrício Freitas levantou a cabeça e olhou para ela.
— O assistente Rui te ensinou direito ou não? Antes não havia agenda de trabalho, agora há.
— Tudo bem, você é o chefe, você manda.
...
Nesse momento, no país M.
A doença do Presidente Green já estava curada, então Maria Gomes não tinha motivo para continuar morando no palácio presidencial.
Ela mudou-se para o hotel onde Ronaldo Paz e os outros estavam hospedados.
Ela e Caio Soares continuaram no mesmo quarto, pois externamente eram um casal, o que também facilitava para Caio Soares proteger Maria Gomes.
Caio Soares arrastou as malas dos dois para o quarto, seguindo a rotina familiar e fluida: primeiro inspecionar, depois ocupar.
O sofá deste quarto era muito maior.
Maria Gomes pensou que Ronaldo Paz fosse falar sobre questões de segurança e não pensou muito a respeito.
Mas não sabia que o que Ronaldo Paz estava entregando era...
Caio Soares olhou para os preservativos que Ronaldo Paz lhe entregou, seu cérebro ficou vazio por um segundo e ele olhou para ele sem entender.
— ministro Sr. Paz, o que significa isso?
— Bem... — Ronaldo Paz também estava um pouco sem graça. — Vocês são um jovem casal, têm o sangue quente. Morando juntos, é lenha na fogueira, se pegar fogo precisam cuidar da higiene e segurança. Embora tenha no hotel, tenho medo que alguém tenha adulterado; na hora da pressa, quem vai checar? O que a gente compra é mais seguro.
Caio Soares: ...
— Mas é melhor você não usar. Durante a missão, a missão é prioridade. Estou te dando por precaução.
Ronaldo Paz enfiou a coisa nele e foi embora.
Caio Soares olhou para os preservativos na mão, ficou em silêncio por um tempo e, finalmente, por algum motivo inexplicável, enfiou a coisa no bolso.
Então, antes de dormir, a coisa caiu acidentalmente do bolso.
— Deixa que eu pego!
Maria Gomes já tinha pegado; ao ver o que era, olhou surpresa para Caio Soares.
O rosto bonito de Caio Soares ficou vermelho, e ele explicou apressadamente:
— Não entenda mal, não fui eu que comprei. Eu não pensei em nada. Foi seu tio-avô que me entregou agora há pouco, e eu coloquei no bolso sem pensar.
— Por que o tio-avô te deu isso?
— Ele acha que somos um casal de verdade, tem medo que a gente não se controle, que seja lenha na fogueira. E também se preocupa que os do hotel tenham sido adulterados.
Agora foi a vez de Maria Gomes ficar constrangida: ...
A culpa foi da sua mão rápida.
No dia seguinte, Conferência Médica Mundial.
O que Maria Gomes não esperava era encontrar Patrício Freitas aqui...

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