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Cinzas de Amor e Glória romance Capítulo 583

O carro seguia sem problemas, até que entraram em uma ponte elevada.

De repente, o motorista pisou fundo no acelerador e girou o volante bruscamente.

O carro acelerou em direção à grade da ponte.

— Bang! — O som de um tiro explodiu.

A velocidade de Caio Soares ao sacar a arma foi impressionante; num piscar de olhos, ele estourou a cabeça do motorista.

Talvez com medo de que Maria Gomes visse a cena sangrenta, ele cobriu os olhos dela com a mão ao mesmo tempo em que atirava.

Maria Gomes piscou levemente; seus cílios longos e densos roçaram a palma da mão de Caio Soares como pequenos pincéis.

Uma coceira elétrica percorreu o corpo dele, entorpecendo-o e agitando seu coração.

Felizmente, Caio Soares não perdeu a razão e ordenou friamente:

— Hugo, controle o carro!

Em seguida, ele ergueu a perna e, com um estrondo, chutou a porta do carro, abrindo-a facilmente.

Se o carro não parasse, a única opção seria pular; precisavam estar preparados.

Hugo gritou:

— Capitão Caio, o sistema de freios foi destruído.

Caio Soares percebeu; o carro não desacelerava, continuando como uma fera de metal enlouquecida, rugindo em direção à amurada da ponte.

Naquela velocidade, o carro provavelmente romperia a proteção e cairia no rio.

Se caíssem junto com o veículo, o perigo seria ainda maior.

— Pular!

Caio Soares tomou a decisão instantânea e ia se virar para olhar Maria Gomes.

Maria Gomes previu a intenção e disse:

— Não se preocupe comigo. Vá você primeiro, eu vou logo atrás.

Não era hora de hesitar.

— Certo. — Disse Caio Soares.

Ele passou uma pistola para ela com um movimento rápido.

— Guarde isso.

No segundo seguinte, ele arqueou o corpo como um leopardo ágil e saltou para fora com destreza.

Maria Gomes já estava com sua mochila presa ao corpo e saltou logo em seguida.

E foi exatamente naquele momento.

— Cuidado! — As pupilas de Caio Soares se contraíram violentamente.

Uma bala em alta rotação voava em direção a Maria Gomes!

— Obrigada, Caio. — Maria Gomes apoiou os braços para se levantar.

— Bum! — Um estrondo enorme foi ouvido.

O carro rompeu a grade da ponte, e destroços voaram para todos os lados.

Eles estavam muito perto.

— Cuidado. — Caio Soares puxou Maria Gomes de volta, pressionando-a contra o peito.

Em seguida, girou o corpo, protegendo-a sob si.

Uma chuva de fragmentos atingiu as costas largas de Caio Soares, mas ele não emitiu um único som.

Caio Soares protegia Maria Gomes com firmeza.

O rosto de Maria Gomes estava colado ao pescoço dele.

Ela não estava acostumada com aquilo e tentou respirar devagar, como uma pena suave roçando a pele.

O corpo de Caio Soares enrijeceu bruscamente, seu pomo de adão oscilou e seu coração disparou como um tambor.

O local onde a respiração de Maria Gomes tocava estava quente e coçava.

Era uma coceira entorpecente, como se milhares de agulhas quentes picassem sua pele.

Uma corrente elétrica percorreu seu corpo, deixando metade dele dormente.

Ele se esforçou para reprimir a reação, mantendo a calma; afinal, a situação não era apropriada.

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