O carro seguia sem problemas, até que entraram em uma ponte elevada.
De repente, o motorista pisou fundo no acelerador e girou o volante bruscamente.
O carro acelerou em direção à grade da ponte.
— Bang! — O som de um tiro explodiu.
A velocidade de Caio Soares ao sacar a arma foi impressionante; num piscar de olhos, ele estourou a cabeça do motorista.
Talvez com medo de que Maria Gomes visse a cena sangrenta, ele cobriu os olhos dela com a mão ao mesmo tempo em que atirava.
Maria Gomes piscou levemente; seus cílios longos e densos roçaram a palma da mão de Caio Soares como pequenos pincéis.
Uma coceira elétrica percorreu o corpo dele, entorpecendo-o e agitando seu coração.
Felizmente, Caio Soares não perdeu a razão e ordenou friamente:
— Hugo, controle o carro!
Em seguida, ele ergueu a perna e, com um estrondo, chutou a porta do carro, abrindo-a facilmente.
Se o carro não parasse, a única opção seria pular; precisavam estar preparados.
Hugo gritou:
— Capitão Caio, o sistema de freios foi destruído.
Caio Soares percebeu; o carro não desacelerava, continuando como uma fera de metal enlouquecida, rugindo em direção à amurada da ponte.
Naquela velocidade, o carro provavelmente romperia a proteção e cairia no rio.
Se caíssem junto com o veículo, o perigo seria ainda maior.
— Pular!
Caio Soares tomou a decisão instantânea e ia se virar para olhar Maria Gomes.
Maria Gomes previu a intenção e disse:
— Não se preocupe comigo. Vá você primeiro, eu vou logo atrás.
Não era hora de hesitar.
— Certo. — Disse Caio Soares.
Ele passou uma pistola para ela com um movimento rápido.
— Guarde isso.
No segundo seguinte, ele arqueou o corpo como um leopardo ágil e saltou para fora com destreza.
Maria Gomes já estava com sua mochila presa ao corpo e saltou logo em seguida.
E foi exatamente naquele momento.
— Cuidado! — As pupilas de Caio Soares se contraíram violentamente.
Uma bala em alta rotação voava em direção a Maria Gomes!
— Obrigada, Caio. — Maria Gomes apoiou os braços para se levantar.
— Bum! — Um estrondo enorme foi ouvido.
O carro rompeu a grade da ponte, e destroços voaram para todos os lados.
Eles estavam muito perto.
— Cuidado. — Caio Soares puxou Maria Gomes de volta, pressionando-a contra o peito.
Em seguida, girou o corpo, protegendo-a sob si.
Uma chuva de fragmentos atingiu as costas largas de Caio Soares, mas ele não emitiu um único som.
Caio Soares protegia Maria Gomes com firmeza.
O rosto de Maria Gomes estava colado ao pescoço dele.
Ela não estava acostumada com aquilo e tentou respirar devagar, como uma pena suave roçando a pele.
O corpo de Caio Soares enrijeceu bruscamente, seu pomo de adão oscilou e seu coração disparou como um tambor.
O local onde a respiração de Maria Gomes tocava estava quente e coçava.
Era uma coceira entorpecente, como se milhares de agulhas quentes picassem sua pele.
Uma corrente elétrica percorreu seu corpo, deixando metade dele dormente.
Ele se esforçou para reprimir a reação, mantendo a calma; afinal, a situação não era apropriada.

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