— Maria, não combinamos que você viria tomar chá com o vovô quando tivesse tempo? Por que até agora não apareceu?
Alexandre Castro tinha uma saúde de ferro e estava cheio de energia.
Sua voz ressoava como um sino.
Todos presentes ouviram suas palavras.
Vovó Paz não podia acreditar.
Achou que seus ouvidos velhos a tinham enganado ou que seus olhos a traíam.
Ela perguntou a Márcia Paz:
— Márcia, o que o vovô Alexandre acabou de dizer?
Márcia Paz não queria admitir.
Mas foi forçada a declarar o fato.
— O vovô Alexandre perguntou por que a irmã Maria não foi visitá-lo para tomar chá.
Alexandre Castro não foi procurar a família Domingos.
Ele foi procurar Maria Gomes!
E, a julgar pela familiaridade e pelo tom carinhoso de Alexandre Castro, aquilo não era um primeiro encontro.
Eles claramente tinham um bom relacionamento pessoal.
Diferente de quando falou com Márcia Paz.
Embora gentil, ele a chamou de "menina da família Paz", e não pelo nome.
Alexandre Castro provavelmente nem se lembrava do nome de Márcia Paz.
Um simples tratamento revelava a distância e a proximidade.
O ciúme quase consumia Márcia Paz por dentro.
Mas aquele não era o fim.
A família Soares chegou.
A família Soares e a família Cardoso, por terem posições opostas, sempre foram rivais.
Agora, no entanto, compareciam voluntariamente ao banquete de aniversário da família rival por causa de Maria Gomes.
Vovó Pinheiro, Caio Soares, Luan Soares e Jorge Scholze chegaram.
— Tia Maria! — Jorge Scholze correu assim que viu Maria Gomes.
Mas não foi mais rápido que Caio Soares.
Caio Soares, alto e de pernas longas, chegou em poucos passos.
Posicionou-se ao lado de Maria Gomes com a naturalidade de um familiar.
Vovó Pinheiro cumprimentou vovó Paz.
E, impaciente, foi direto para sua neta por afinidade.
Em seu coração, a neta vinha em primeiro lugar.
Ela nem sequer ouviu o cumprimento de Márcia Paz.
Márcia Paz ficou parada, constrangida.
Assistiu com inveja e vergonha vovó Pinheiro cumprimentar Maria Gomes calorosamente.
Por que Maria Gomes podia roubar tudo apenas ficando parada ali?!
— Por que estão todos aqui fora? — Perguntou vovó Pinheiro, surpresa.
Queria que aquela velha da família Paz abrisse bem os olhos.
Em pouco tempo, mais convidados chegaram.
Todos viram o General Alexandre Castro, a família Soares e a família Domingos parados juntos.
Foram cumprimentá-los.
Descobriram que todos estavam ali fazendo companhia a Maria Gomes.
A curiosidade sobre a identidade de Maria Gomes cresceu.
Dona Domingos abraçou os ombros de Maria Gomes.
Apresentou-a com orgulho e em voz alta:
— Esta é minha afilhada, Maria Gomes. A RAmazGen Tecnologia na Cidade R é dela. Peço que cuidem bem dela no futuro.
Vovó Pinheiro não quis ficar para trás.
Estava prestes a falar, mas mudou de ideia e cutucou Caio Soares.
Caio Soares já esperava o sinal da avó.
Sem isso, não ousaria agir precipitadamente, com medo de desagradar Maria Gomes.
Mas uma ordem da avó era diferente; Maria Gomes respeitaria a avó.
Recebendo o comando, ele olhou ternamente para Maria Gomes e apresentou:
— Eu sou o companheiro de Maria Gomes. Peço a todos que, em consideração a mim, cuidem bem da minha Maria.
A frase de Caio Soares foi interessante.
Ele não disse "Maria Gomes é minha namorada", mas sim "Eu sou o companheiro de Maria Gomes".

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Cinzas de Amor e Glória