Quando Maria Gomes chegou ao quarto de Gilberto Domingos, viu o patriarca da família Domingos, o casal Fabrício Domingos e Rafael Domingos.
Rafael Domingos já havia saído da prisão.
Maria Gomes cumprimentou a todos e perguntou:
— Quando vocês chegaram?
A senhora Domingos abraçou Maria Gomes carinhosamente e explicou:
— Chegamos ontem à noite. Estava tarde e, como íamos nos ver hoje, não te ligamos.
O vovô Domingos perguntou:
— Maria, você está confiante sobre a doença do seu segundo avô?
Gilberto Domingos era irmão biológico do vovô Domingos.
Maria Gomes considerava Fabrício Domingos seu padrinho e chamava o vovô Domingos de avô; logo, Gilberto Domingos seria seu segundo avô.
A lógica estava correta.
Mas Gilberto Domingos ocupava um alto cargo e não era uma pessoa comum; ela não ousava criar laços familiares arbitrariamente.
O vovô Domingos podia dizer isso, mas ela não podia chamá-lo assim sem o consentimento de Gilberto Domingos.
— Fique tranquilo, vovô, o problema do general Domingos não é grave.
Quando Gilberto Domingos acordou de manhã, ouviu seu irmão falar sobre a relação de Maria Gomes com a família Domingos.
Também soube que foi Maria Gomes quem curou seu irmão.
Somando isso à contribuição de Maria Gomes ao país.
Gilberto Domingos sentia gratidão e carinho por Maria Gomes.
Ele sorriu amavelmente.
— Não há estranhos aqui, pode me chamar de segundo avô.
Agora que Gilberto Domingos tinha autorizado pessoalmente, Maria Gomes não recusaria; aquilo era um grande apoio!
Ela sorriu abertamente:
— Segundo avô, o senhor só precisa manter o bom humor e colaborar com o tratamento.
Sobre isso, o patriarca Zhou Wentai tinha propriedade para falar.
— Gilberto, você precisa seguir as ordens médicas para se recuperar rápido. Olhe para mim agora, ando rápido sem bengala, tudo porque fui obediente.
Maria Gomes riu levemente; enquanto acendia um incenso especial, disse:
— Falando nisso, tenho que elogiar o vovô. Ele é realmente o paciente mais obediente que já encontrei.
Com o incenso aceso, Maria Gomes pegou as agulhas de prata, higienizou as mãos e começou a acupuntura em Gilberto Domingos.
O sabor era incrível, não perdendo em nada para chefs cinco estrelas.
Mas pensar que a família Gomes tinha a sorte de comer a comida do filho dela todos os dias.
Ela se sentiu como se tivesse virado um pote de vinagre, cheia de inveja, ciúme e até ódio.
Ela, a própria mãe, estava comendo pela primeira vez.
Na verdade, bastava ela querer que Bento Paz cozinharia para ela com prazer.
Mas a vovó Paz desprezava vê-lo de avental, achando que ele não tinha ambição e envergonhava a família Paz.
Por isso, em todo o tempo que ele estava na família Paz, esta era a primeira vez que cozinhava.
Principalmente porque o peixe foi um presente do Vice-Presidente Ribeiro para a sua Maria.
Era uma honra suprema.
Ele precisava cozinhar pessoalmente.
— Maria, tome mais sopa. Você tem trabalhado muito, precisa se nutrir. — Bento Paz serviu uma tigela de sopa para Maria Gomes.
— Cof, cof. — O som da vovó Paz ecoou ao lado.
Era proposital demais.

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