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Cinzas de Amor e Glória romance Capítulo 539

Depois de se livrar da família Barbosa, restava apenas Nicolau Cruz.

Ele ainda estava na sala de isolamento.

Assim como Maria Gomes, ele recebeu a injeção do antídoto usado em militares, e suas funções corporais também foram bastante aprimoradas.

Além disso, ele era o chefe da Anoitece, a organização de assassinos mundialmente famosa.

Portanto, ele só podia continuar trancado na sala de isolamento.

Nicolau Cruz, entediado, brincava com uma faca de arremesso, lançando-a casualmente, mas sempre acertando o alvo.

Ao ver Maria Gomes, ele se recostou casualmente, fez uma pose, exibindo seus músculos peitorais firmes.

— Maria Gomes, quando você vai me deixar sair?

Ele ficava trancado o dia todo, sem nada para fazer, a não ser malhar.

Por isso, mesmo confinado, seu corpo ainda estava em ótima forma.

Maria Gomes fingiu não ver. — Eu não tenho autoridade para te libertar.

— Então entre aqui. — Nicolau Cruz gesticulou para ela com o dedo.

Maria Gomes perguntou: — Entrar para fazer o quê?

Naquele momento, o olhar de Nicolau Cruz tornou-se subitamente feroz. — Quero te beijar até a morte, mulher.

No dia seguinte, a decisão sobre o destino de Nicolau Cruz também foi anunciada: ele enfrentaria a prisão.

Nicolau Cruz usava um colar especial no pescoço, algemas e grilhões, saindo preguiçosamente da sala de vidro.

Enquanto caminhava, ele reclamava: — Maria Gomes, você não pode pedir para eles tirarem essa coisa de mim? É muito desconfortável.

— Não tenho autoridade. — Maria Gomes estava de cabeça baixa, assinando documentos.

— Ei, Maria Gomes, estou indo embora. Você não vai nem levantar a cabeça para me olhar direito?

Os policiais, vendo Nicolau Cruz e Maria Gomes conversando em um tom familiar, pensaram que eles tinham alguma relação.

Além disso, Nicolau Cruz usava algemas e grilhões especiais, então não poderia causar problemas.

Então, os policiais relaxaram.

Quando Nicolau Cruz parou na frente de Maria Gomes, eles não o apressaram nem o impediram.

Por isso, quando Nicolau Cruz atacou, eles não conseguiram intervir a tempo.

Só puderam assistir, impotentes, no momento em que Maria Gomes levantou a cabeça.

Nicolau Cruz agarrou o pescoço de Maria Gomes, puxou-a para perto e a beijou com força.

Toda a sequência de ações foi fluida, acontecendo em um piscar de olhos.

A reação de Maria Gomes também foi rápida.

"Pof!"

Maria Gomes deu um soco no estômago de Nicolau Cruz.

Ela usou toda a sua força.

Nicolau Cruz gemeu, sentindo como se seus órgãos internos estivessem se rompendo.

Mas ele ainda segurava firmemente o pescoço de Maria Gomes, pressionando seus lábios contra os dela em um beijo selvagem.

— Me solta! — Maria Gomes avisou entre dentes, com a voz abafada.

Mas Nicolau Cruz intensificou, aproveitando para forçar a passagem entre os dentes dela.

Maria Gomes aproveitou a oportunidade para abrir a boca e morder com força.

Nicolau Cruz levantou as mãos para se defender. — Calma, não bata no rosto. Se você me der um soco, vou ficar desfigurado. Como poderei ser seu amante? Pode me bater em qualquer outro lugar, sem problemas. Prometo não resistir.

— É mesmo? — Maria Gomes perguntou com uma voz sombria, e então levantou o pé para chutar a virilha dele.

O chute visava acabar com a sua linhagem.

A força era imensa.

Nicolau Cruz bloqueou novamente com as mãos e acrescentou: — Aqui também não. Se isso estragar, como vou te servir no futuro?

Maria Gomes, furiosa, virou-se para os policiais que vieram buscá-lo. — Por favor, levem-no embora rapidamente, senão temo que não consiga me controlar e o mate.

— Maria Gomes, quando eu estiver preso, você tem que me visitar, hein?

— Vá para o inferno!

Maria Gomes foi ao banheiro e escovou os dentes por meia hora.

Bernardo, que tinha algo para discutir com ela, encostou-se no batente da porta e a observou. — Homem solteiro, mulher solteira. Além disso, somos todos adultos. Um beijo não é nada demais, não é como se você fosse uma donzela virgem.

Maria Gomes, com a boca cheia de pasta de dente, murmurou: — Mesmo não sendo uma donzela virgem, não pode. Sinto nojo, é repugnante.

— Então pense de outra forma. Nicolau Cruz disse que foi o primeiro beijo dele, ele não é feio, tem um bom corpo. Você saiu ganhando.

— Ele disse e você acreditou? — Maria Gomes terminou de escovar os dentes, afastou Bernardo e sentou-se em sua mesa. — Como você é ingênuo. A boca de um homem é uma arma de engano, você não sabia?

Bernardo sentou-se do outro lado da mesa, com ar de superioridade. — Eu sou ingênuo mesmo, ainda sou virgem. Não sei quando terei uma namorada.

— Você se orgulha de ser virgem? Não tem medo que outros homens riam de você por não dar conta? — Nesse ponto, Maria Gomes olhou para Bernardo com desconfiança. — Se você realmente não consegue, procure tratamento o mais rápido possível. Não evite o tratamento por vergonha, isso pode arruinar sua felicidade para o resto da vida. A caloura está falando para o seu bem.

— Não espalhe boatos sobre mim, eu dou conta sim, seu veterano aqui é muito potente...

A conversa dos dois se desviou cada vez mais, até que Maria Gomes a interrompeu. — Afinal, o que você queria comigo?

Bernardo bateu na testa, lembrando-se do assunto principal. — É sobre o artigo. Todos acham que seria melhor se você e Antônio o escrevessem. Afinal, você foi responsável pela maior parte da pesquisa inicial do antídoto, e Antônio pela parte final. E todos concordam que você tem mais experiência em escrever artigos, todos os seus ganharam prêmios. Com você como autora principal, o artigo tem mais chances de ganhar um prêmio.

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