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Cinzas de Amor e Glória romance Capítulo 537

Luana Barbosa segurava o ferimento sangrando em seu abdômen, o rosto contorcido de ódio, encarando Maria Gomes.

— O que está olhando? Não se conforma? — Nádia colocou as mãos na cintura e a encarou de volta com uma atitude desafiadora.

Na verdade, ela queria mais era dar um chute nela.

De preferência, um chute que a matasse.

Que criatura nojenta. Para que mantê-la viva?

Pura irritação.

O olhar sombrio de Luana Barbosa se voltou para Nádia. — Puxa-saco.

Nádia, com uma expressão arrogante e de desprezo, retrucou: — Ser puxa-saco é melhor do que ser uma cadela louca como você, a escória da escória, o lixo do lixo. Acho que o país deveria te executar diretamente. Para que manter um lixo como você? Desperdiçando comida, poluindo o ar.

Ao ouvir isso, Luana Barbosa riu com uma confiança insolente. — O Brasil aboliu a pena de morte há muito tempo. Nádia, pode sonhar, eu não vou morrer. Estou doente, a prisão vai arranjar um médico para mim. Estou com fome, tenho refeições na hora certa todos os dias. Vou viver lá dentro, tranquila e à vontade.

Nádia cerrou os dentes de raiva e estendeu a mão para Maria Gomes. — Mana, me dê a arma, vou matá-la e vingar minha mãe!

— O Brasil de fato aboliu a pena de morte, mas você matou policiais. — Maria Gomes olhou friamente para Luana Barbosa. — Desafiar as autoridades é pedir para morrer. As autoridades certamente realizarão seu desejo.

— É mesmo? — Nádia franziu a testa. — E se ela ainda for para a prisão?

— Acredite, sempre há mais soluções do que problemas. Quando encontramos um problema, nós o resolvemos. Quando ela estiver na prisão, não se preocupe, não faltarão maneiras de fazer sua vida lá dentro ser um inferno.

Maria Gomes sorriu levemente, olhando para Luana Barbosa. — Você quer viver tranquila e à vontade lá dentro? Continue sonhando.

A polícia chegou rapidamente, isolou a cena, coletou provas e analisou as gravações do carro.

Luana Barbosa foi levada para o hospital para tratamento.

Maria Gomes e os outros foram para a delegacia para prestar depoimento.

Ao sair da delegacia, Nádia tocou a barriga. — Mana, estou com fome. Vamos jantar, eu pago.

Patrício Freitas as seguiu. — Eu também estou com fome, me incluam.

Nádia se virou para ele e sorriu. — Desculpe, esta noite é um encontro de melhores amigas. Te pago na próxima.

Patrício Freitas agarrou o braço de Nádia. — Você pode fingir que o segundo irmão não existe.

Aquelas palavras, "segundo irmão", foram ditas com ênfase, como um lembrete para Nádia de que ele era seu segundo irmão.

Mas no coração de Nádia, o segundo irmão não era tão importante quanto Maria Gomes.

Mesmo que toda a família Freitas se juntasse, não se comparariam à importância de Maria Gomes para Nádia.

— Desculpe, segundo irmão, você é tão grande que não conseguimos fingir que você não existe.

Patrício Freitas, para conseguir jantar com Maria Gomes, foi ao extremo e disse, entredentes: — Ou podem me tratar como uma melhor amiga também.

Nádia não esperava que ele fosse tão longe e arregalou os olhos.

— Diretora Gomes. — Patrício Freitas olhou para Maria Gomes. — Se importa de ter mais uma melhor amiga?

Maria Gomes sorriu. — Diretor Freitas, você poderia considerar mudar de sexo primeiro. Nesse caso, eu não me importaria.

Nádia riu e pegou o celular para transferir uma grande quantia para Patrício Freitas.

— Vamos, segundo irmão, pegue esse dinheiro e coma algo gostoso.

Nádia pegou o braço de Maria Gomes e foi embora feliz.

Patrício Freitas observou as duas se afastarem e, olhando para a notificação de transferência no celular, resmungou para si mesmo com um olhar sombrio.

— Realmente, uma relação de irmãos de plástico. Não ajuda nem com um favorzinho.

Maria Gomes riu da situação. Ela se soltou facilmente do pulso que Ivan Cardoso segurava, mas não conseguiu se livrar do braço de Caio Soares em seus ombros.

Depois de ser infectada pelo vírus, a condição física de Maria Gomes melhorou, mas a de Caio Soares também.

A capacidade física de Caio Soares já era superior à de Maria Gomes e, agora, com o aprimoramento, naturalmente continuava melhor.

Ivan Cardoso se odiou por não ter sido infectado pelo vírus. Será que ainda dava tempo de ser infectado agora?

Ele rangeu os dentes. — Solte a Maria!

Caio Soares ergueu uma sobrancelha. — Minha namorada. Eu a abraço quando quiser. Com inveja? Observe.

Ivan Cardoso, com o rosto sombrio, disse: — Quer brigar, é?

Caio Soares o olhou com desdém. — Você não conseguia me vencer antes. Agora, menos ainda.

Vendo que Ivan Cardoso estava prestes a explodir.

Maria Gomes interveio rapidamente. — Parem de brigar. Como vocês vão executar a missão desse jeito?

Eles só brigavam em particular; no trabalho, ambos eram muito profissionais.

Separavam o pessoal do profissional.

No almoço, os três foram comer juntos.

Maria Gomes sentou-se no meio. Caio Soares tirava as espinhas do peixe para ela, enquanto Ivan Cardoso colocava costelas em seu prato.

Em pouco tempo, o prato de Maria Gomes se tornou uma montanha de comida.

Maria Gomes, resignada, brincou: — Vocês estão me engordando como um porco?

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