As pernas de Plínio Ramos estavam curadas?!
Como ele conseguiu se curar em tão pouco tempo?
Enquanto Maria Gomes tentava entender, ela de repente se deu conta de uma coisa.
Sua assistente Vânia havia recebido uma ligação do pessoal de Plínio Ramos.
Eles disseram que Plínio Ramos tinha um assunto particular muito importante e só poderia iniciar o tratamento mais tarde.
Como não eram as pernas dela, ela não se importou e não deu mais atenção ao assunto.
Acontece que Plínio Ramos estava, ao mesmo tempo que a enrolava, procurando secretamente outro médico para tratar suas pernas.
Ele estava se precavendo. Se o outro tratamento não desse certo, ele voltaria a procurá-la.
— As pernas do Sr. Ramos estão curadas?
Talvez por tudo que passou, Plínio Ramos havia perdido a arrogância e a prepotência de antes.
Agora ele parecia muito mais contido.
— Tive a sorte de encontrar um médico excepcional, então não precisei mais incomodar a diretora Gomes.
Maria Gomes disse com uma expressão de pesar:
— Que pena. Eu estava pensando que poderíamos nos unir para enfrentar nosso inimigo em comum.
A expressão de Plínio Ramos mudou ligeiramente.
— Que inimigo em comum? Do que a diretora Gomes está falando?
Nesse momento, Luana Barbosa saiu do provador, vestindo um vestido de noiva cravejado de diamantes.
— Querido, estou bonita?
Plínio Ramos sorriu e assentiu.
— Está linda.
Luana Barbosa sorriu radiante, então seu olhar se voltou para Maria Gomes.
— A diretora Gomes também está aqui. Que coincidência.
— A diretora Barbosa se recuperou bem rápido. Está com uma ótima aparência. O vestido é lindo. — A expressão de Maria Gomes era calma. Ela ainda se lembrava das palavras de Caio Soares.
Nos últimos tempos, era melhor não provocar Luana Barbosa, para evitar que ela agisse por desespero.
— Obrigada pelo elogio, diretora Gomes. — Luana Barbosa se aproximou, pegou o braço de Plínio Ramos e disse com um sorriso. — Eu também preciso agradecer à diretora Gomes por sua frieza. Plínio implorou tanto, e você não cedeu. Agradeço por não tê-lo salvo, caso contrário, as pernas do meu Plínio não teriam se curado tão rápido.
Ao se lembrar da cena humilhante em que se ajoelhou e implorou a Maria Gomes, o rosto de Plínio Ramos ficou tenso.
Embora ele tivesse feito as testemunhas apagarem os vídeos, por algum motivo, um deles vazou.
Na alta sociedade da Cidade R, não havia segredos.
Se uma pessoa soubesse, todos saberiam.
Ele nem imaginava como as pessoas o discutiam e zombavam dele pelas costas.
— Sim, também devo agradecer à diretora Gomes por não ter me salvado.
Como Maria Gomes poderia não perceber o ranger de dentes e o ressentimento na voz de Plínio Ramos?
Com uma expressão indiferente, ela anuiu.
— Luana Barbosa, você e eu somos inimigas declaradas. Por favor, não me chame com tanta intimidade, é nojento.
Luana Barbosa riu levemente, provocando Simone Andrade de propósito.
— Por que tanta raiva, Simone? Você costumava me chamar de 'irmã Luana', esqueceu?
— Sim, naquela época você ainda era a amante de Patrício Freitas, não é?
Dizendo isso, Simone Andrade olhou para Plínio Ramos, com um ar de quem acabara de entender algo.
— Ah, então o Sr. Ramos gosta desse tipo. Será que a amante que outros já usaram tem um sabor melhor?
Os rostos de Luana Barbosa e Plínio Ramos escureceram instantaneamente.
A raiva contida no peito de Simone Andrade finalmente se dissipou, e ela olhou para os dois com um sorriso.
— Não me provoquem, ou serei capaz de dizer coisas muito piores.
*Ding!*
O elevador chegou.
— Saia da frente! Cachorro bom não fica no caminho. — Simone Andrade empurrou Luana Barbosa e entrou no elevador.
Josué Gomes a seguiu imediatamente, com Maria Gomes e o guarda-costas Yuri Farias logo atrás.
Luana Barbosa rangeu os dentes e se virou, olhando com um olhar sombrio para os três dentro do elevador.
— Simone Andrade, seu marido ter ficado cego de um olho não foi o suficiente, é?
No segundo seguinte, uma mão esguia e branca se interpôs no meio do elevador.

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