AmazGen, sala de reuniões.
A assistente serviu o café. Maria Gomes tomou um gole e ergueu os olhos para Plínio Ramos, do outro lado da mesa.
— Plínio Ramos, você não amava muito Luana Barbosa? Ela até lhe deu um casal de gêmeos. E então, o amor acabou?
Plínio Ramos sorriu amargamente.
Quando seu filho, Rael, foi trazido de volta ao país, ele acidentalmente viu as cicatrizes em seu corpo.
Então, pediu a um bom amigo no exterior que investigasse se a babá o estava maltratando.
Ontem, o amigo finalmente lhe enviou o resultado da investigação.
Rael e Ninin não foram gerados por Luana Barbosa.
Plínio Ramos e Luana Barbosa namoraram, e ela conseguiu obter seu esperma.
Usando seus óvulos e o esperma de Plínio Ramos, ela pediu à sua prima, Naiane Barbosa, que fosse a barriga de aluguel. Depois, as duas crianças foram criadas por Naiane Barbosa.
No entanto, Naiane Barbosa sofreu de depressão pós-parto e não tratava bem as crianças, recorrendo a espancamentos e gritos.
As fotos de gravidez de Luana Barbosa que a família Barbosa lhe mostrara eram todas falsas.
A família Barbosa o estava enganando, usando-o.
Foi só ontem que ele entendeu uma coisa: por que Luana Barbosa nunca lhe contou antes que tinha lhe dado um casal de filhos.
Por que esperaram até que ela desaparecesse na Cidade I para que a família Barbosa viesse lhe contar?
Ele supôs que, se Luana Barbosa tivesse se casado com sucesso com Patrício Freitas ou Rafael Domingos, Ninin e Rael seriam para sempre filhos de Naiane Barbosa, seus sobrinhos.
Se não fosse pelo rompimento de Luana Barbosa com Patrício Freitas, e depois com Rafael Domingos, ela jamais teria reconhecido Ninin e Rael.
Ninin e Rael eram seu último recurso, sua carta na manga.
Ela não o amava, nem amava os filhos.
Ela apenas o usava, a ele e às crianças, como um plano B, uma ferramenta.
Ao descobrir a verdade, Plínio Ramos foi consumido por um arrependimento amargo e uma dor excruciante.
Seu coração parecia ter sido apunhalado; a dor era insuportável.
O amor que sentia antes se transformou em um ódio de igual intensidade.
Assim que suas pernas estivessem curadas, ele levaria seus dois filhos para viver no exterior.
O dinheiro que seu pai depositara em bancos estrangeiros seria suficiente para eles viverem no luxo por várias gerações.
Quanto a Luana Barbosa, se ela queria tanto assumir os negócios da família Ramos, que assim fosse. Ele lhe entregaria tudo.
Ele sempre se lembrava do que seu pai dizia: deixe o trabalho sujo para os outros, nunca se envolva.
Caso contrário, você nunca conseguirá limpar seu nome.
Plínio Ramos organizou seus pensamentos e disse a Maria Gomes: — Eu sei que o que fiz antes foi monstruoso. Se eu puder lhe contar um segredo sobre Luana Barbosa, você concordaria em tratar minhas pernas?
Maria Gomes o encarou com uma expressão serena. — Isso dependerá se o que você tem a dizer vale a pena.
— Luana Barbosa está conspirando com uma fugitiva do Reino de Caos.
Ao ouvir as palavras “Reino de Caos”, Maria Gomes se endireitou instantaneamente, a mão que segurava a xícara de café se apertando.
— Quem?
Plínio Ramos sorriu. — Acho que você já adivinhou. Exato, Fiona Freitas.

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