Antônio Freitas, que também segurava folhas de arruda, explicou: — É para afastar o azar, tirar as energias ruins e abençoar a tia com saúde, paz e alegria.
Com o mau-olhado afastado, todos entraram em casa.
Simone Andrade e Josué Gomes, parados na entrada com lança-confetes, esperaram que elas entrassem.
Com dois estalos de "砰砰", fitas coloridas caíram sobre elas.
Nádia cobriu a boca, encantada.
Miguel Andrade, como um cavalheiro, ofereceu-lhe um par de chinelos.
Nádia, lisonjeada, disse: — Obrigada, Miguel.
Assim que Nádia calçou os chinelos felpudos que Carolina Alves havia preparado, Erick Rocha entregou-lhe um buquê de flores. — Bem-vinda ao lar.
Os olhos de Nádia já estavam vermelhos. Mesmo no inverno frio, com a perda recente de sua mãe, seu coração se sentia aquecido.
— Obrigada, Erick.
Luan Soares se aproximou com uma garrafa de vinho tinto. — Venham logo para a mesa.
— Esperem, primeiro uma foto! — Simone Andrade correu, pegou o celular e começou a tirar várias fotos da caldeirada sobre a mesa.
Depois, chamou todos para uma foto em grupo.
Maria Gomes havia ido ao mercado de manhã cedo para comprar frango caipira, ossos para o caldo, peixe e muitos frutos do mar para fazer a sopa.
A caldeirada, que cozinhou por toda a manhã, estava branca, saborosa, fresca e aromática.
Cozinhar fatias de cordeiro nela era simplesmente delicioso.
Luan Soares, enquanto conversava com Josué Gomes, colocava o cordeiro cozido no prato de Maria Gomes.
No momento em que o soltou, percebeu algo estranho. Virou-se e viu que os pauzinhos de Miguel Andrade haviam colidido com os seus.
Luan Soares ergueu uma sobrancelha para ele, sorrindo de forma sinistra. — Diretor Andrade, esta é a minha cunhada.
Miguel Andrade deu um sorriso polido. — O diretor Caio não aparece há tanto tempo que pensei que Maria e ele tivessem terminado.
Luan Soares, de forma infantil, pegou o cordeiro que Miguel havia cozinhado e o retirou. — Mesmo que terminassem, não seria a sua vez. Entre na fila, eu estou na sua frente.
Maria Gomes disse, exasperada: — Por favor, nós não terminamos. Meu namorado só está viajando a trabalho.
Com isso, Simone Andrade olhou para Maria Gomes. — Mana Maria, por favor, coma o cordeiro que meu irmão cozinhou. Eu quero tanto que você seja minha cunhada. Meu irmão tem uma paixão secreta por você há muitos anos. Até hoje, ele guarda uma foto sua do ensino fundamental dentro de um livro.
Foi por isso que, da primeira vez que Simone Andrade viu Maria Gomes, ela gostou tanto dela sem motivo aparente.
Afinal, ela já tinha visto a foto de Maria Gomes no livro.
Ela sabia que Maria Gomes era a pessoa por quem seu irmão era apaixonado há anos, um amor não correspondido.
Maria Gomes ficaria surpresa se não ficasse. Ela se virou para olhar para Miguel Andrade.
As orelhas de Miguel Andrade ficaram vermelhas, e seus olhos profundos estavam cheios de ternura e amor. — Uma vez, eu te vi escondida atrás de um vaso de planta, espiando com a cabeça. Foi muito fofo.
Luan Soares recostou-se na cadeira, com o braço estendido casualmente sobre a cadeira de Maria Gomes, em uma postura de proteção e possessividade absolutas.
— Se você gostava tanto da minha cunhada, por que ficou parado vendo-a ser maltratada por aquele canalha e sua família? Por que não a protegeu? Por que ainda saía com o canalha e a amante?
Nesse ponto, Luan Soares virou a cabeça e olhou para Miguel Andrade com um sorriso, mas seus olhos eram sombrios e frios.
— Estou muito curioso. Se você realmente ama alguém, não deveria ser incapaz de suportar vê-la sofrer o mínimo que seja? Portanto, por favor, diretor Andrade, nos ilumine.

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