Miguel Andrade e Patrício Freitas reagiram rapidamente, empurrando juntos Jéssica Silveira, que avançava.
— Ah! — Jéssica Silveira gritou de dor ao cair para trás e bater a nuca.
Os dois policiais correram e a levantaram, levando-a para fora.
— Eu te amaldiçoo, sua vadia, que você tenha um fim terrível! Que toda a sua família morra e vá para o inferno! Ah, me soltem, me soltem!
Jéssica Silveira já havia sido arrastada para fora, mas suas maldições horríveis e gritos estridentes ainda ecoavam.
Amaldiçoando-a, amaldiçoando toda a sua família. O rosto de Maria Gomes ficou extremamente sombrio.
Miguel Andrade a consolou. — Maria, não dê ouvidos às loucuras dela.
Patrício Freitas concordou. — Ela com certeza enlouqueceu.
— É mesmo? — Maria Gomes ergueu o olhar para ele. — Se não me engano, ela só foi condenada a um ano, certo? Já que ela enlouqueceu, quando sair daqui a um ano, mande-a para um hospital psiquiátrico, para evitar que ela saia por aí gritando e agredindo pessoas como fez agora.
Patrício Freitas, vendo o rosto sombrio de Maria Gomes, assentiu. — Certo.
Maria Gomes soltou uma risada sarcástica, seu olhar frio. — Patrício Freitas, você é assustadoramente cruel.
Patrício Freitas tentou explicar, ansioso, mas impotente. — Eu não sou. Eu só não quero que ela continue te machucando.
Larissa Freitas, que saía logo atrás, parecia exausta e abatida, sem nenhum traço da mulher de negócios de elite que costumava ser.
Ela ouviu o que Maria Gomes acabara de dizer sobre 'mandar Jéssica Silveira para um hospital psiquiátrico'.
Seu olhar era venenoso.
Ela também acreditava que a culpa era de Maria Gomes.
Que Maria Gomes havia semeado a discórdia, senão Patrício Freitas não as teria abandonado.
As palavras de Maria Gomes naquele momento apenas confirmaram isso.
Larissa Freitas, ao contrário de Jéssica Silveira, não teve um surto. Ela parou por um instante. — Maria Gomes, agora você está satisfeita. Meu irmão, por sua causa, sacrificou a própria família, foi implacável. Você deve estar se sentindo muito orgulhosa agora.
— Maria Gomes, você passou dos limites! Se ousar tocar no meu neto, eu acabo com você!
— Murilo, Murilo, papai sente muito!
…
Os policiais tiveram que segurá-los com força para conseguir tirá-los do tribunal.
O tribunal barulhento e caótico finalmente se acalmou.
Restava apenas o choro de Murilo Lisboa.
Ele sentou no chão, chorando e chutando as pernas, agredindo quem tentasse se aproximar.
Patrício Freitas apertou a ponte do nariz, exausto, e ordenou ao assistente Rui: — Leve-o embora.
— Eu não vou, eu não vou! Tio, tio! — Murilo Lisboa sentou no chão e agarrou a perna de Patrício Freitas. — Tio, salve minha mãe, por favor! Você é tão poderoso, com certeza pode tirar minha mãe de lá.

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