— Luana Barbosa!
Maria Gomes caminhou a passos largos em direção a Luana Barbosa.
Um arrependimento amargo a consumia. Naquele dia, na Cidade I, quando Fabrício Domingos perguntou o que fazer com ela, deveria tê-lo mandado matá-la.
Em vez disso, disse para deixar com os profissionais.
Se não fosse por sua falta de crueldade, Nádia não teria sido sequestrada, e Juliana Castro não teria morrido.
E o olho de seu irmão não estaria ferido.
Embora a polícia ainda não tivesse concluído a investigação, Maria Gomes sabia que Luana Barbosa estava por trás de tudo.
Arrependimento, dor, culpa e remorso consumiam Maria Gomes enquanto ela se aproximava de Luana Barbosa.
Mas, no momento em que chegou perto, um homem alto puxou Luana Barbosa para trás e bloqueou o golpe furioso de Maria Gomes.
Aquele homem era um lutador treinado, extremamente habilidoso, não inferior a Maria Gomes.
Seus golpes eram duros e rápidos. Somando-se a isso a diferença de força e porte físico entre um homem e uma mulher, Maria Gomes se viu em desvantagem.
No instante em que o homem estava prestes a socar Maria Gomes, Miguel Andrade interceptou seu punho.
Patrício Freitas e Miguel Andrade estavam conversando do lado de fora quando ouviram a confusão e correram para ajudar, mas já era tarde.
Os homens de Miguel Andrade e Patrício Freitas se juntaram à briga, e logo os homens de Luana Barbosa foram subjugados.
Mas, nesse exato momento, a polícia chegou.
Luana Barbosa olhou para Maria Gomes com um sorriso. — Diretora Gomes, você demorou um pouco. Os protetores do povo chegaram.
Sua expressão presunçosa era suficiente para irritar qualquer um, despertando o desejo de agredi-la.
Vanessa Gomes abraçou com força Maria Gomes, que tremia. — Primeiro, leve seu irmão para o hospital.
O olhar avermelhado de Vanessa Gomes era contido, mas firme.
Todos os envolvidos na briga foram levados para a delegacia.
Maria Gomes acompanhou Josué Gomes ao hospital.
Luana Barbosa disse com um sorriso: — Diretora Gomes, peço desculpas pelo ocorrido de ontem. Espero que não se importe. Mas eu fui genuinamente prestar minhas homenagens à Sra. Castro.
Maria Gomes a encarou sem expressão. — Se eu fosse você, já teria sumido com o rabo entre as pernas, para o mais longe possível.
Luana Barbosa riu, satisfeita. — Pelo ressentimento da diretora Gomes, suponho que o olho do seu irmão não teve conserto? Ah, que pena, um rapaz tão bonito. Como pôde ficar cego? Que lástima.
— Luana, vamos. — Plínio Ramos, que veio buscar Luana Barbosa, a apressou.
Luana Barbosa acenou para Maria Gomes com um sorriso. — Então, eu já vou. Diretora Gomes, até a próxima.
Maria Gomes observou friamente os dois entrarem no carro e partirem.
Miguel Andrade se aproximou e lhe entregou uma xícara de chá quente. — Beba um pouco, você não parece bem.
Maria Gomes olhou para o chá em suas mãos. — Foi para isso que você saiu agora?
— O tempo está frio, e eu também queria um.
Miguel Andrade disse que queria, mas não havia nenhuma xícara em suas mãos.

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