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Cinzas de Amor e Glória romance Capítulo 457

Tudo era por causa de Larissa Freitas.

Larissa Freitas era casada com o filho de Laura Souza, José Lisboa.

Com sua personalidade forte e o apoio da família Freitas, ela era a rainha da casa, e sua palavra era lei.

José Lisboa tinha um rosto bonito, mas nenhuma ambição, passando os dias em festas e com outras mulheres.

Larissa Freitas o desprezava, e sempre que se viam, ela o atacava com sarcasmo e palavras afiadas.

José Lisboa então arranjou uma amante, uma mulher doce e submissa que o enchia de mimos.

Sob a influência da amante, ele começou a usar e vender drogas.

E essa amante era uma pessoa enviada por Isaque Lisboa.

Isaque Lisboa obteve provas contra José Lisboa e chantageou Larissa Freitas e Laura Souza, exigindo entrar na empresa da família Lisboa e uma grande quantidade de ações.

Larissa Freitas e Laura Souza, em um acesso de raiva, acabaram matando a amante.

Mas nada disso escapou dos olhos de Isaque Lisboa.

Isaque Lisboa chantageou Larissa Freitas, exigindo se casar com Nádia, ou ele revelaria os crimes dela e de José Lisboa.

E o interesse de Isaque Lisboa em Nádia não era apenas por sua obsessão por ela, mas principalmente pelo Grupo Freitas, que estava por trás dela.

Larissa Freitas, desesperada, procurou Jéssica Silveira e contou tudo, chorando.

Jéssica Silveira, sentindo pena de sua filha mais velha, deu a certidão de nascimento a Larissa Freitas.

Larissa Freitas agiu secretamente, subornando um funcionário do cartório para emitir a certidão de casamento de Nádia e Isaque Lisboa.

Após ouvir os resultados da investigação, Patrício Freitas perguntou: — É só isso?

Apenas uma disputa familiar dos Lisboa?

Patrício Freitas sentia que havia algo mais.

Maria Gomes compartilhava da mesma sensação. Ela sentia que havia uma mão maior por trás de tudo, manipulando os acontecimentos.

Os mais suspeitos eram Isaque Lisboa e a amante.

Mas a amante estava morta.

Isaque Lisboa admitiu apenas a chantagem, negando qualquer envolvimento em outras coisas. Ele não diria mais nada.

Quanto ao outro caso, o de Juliana Castro, a investigação policial concluiu que a cuidadora injetou uma substância desconhecida em Juliana Castro, causando falência múltipla de órgãos.

A cuidadora tinha uma excelente reputação e dez anos de experiência no hospital, com quase nenhuma reclamação.

Foi por isso que o hospital a recomendou a Patrício Freitas.

Patrício Freitas pagava a ela um salário de 50 mil por mês, um valor que muitas outras cuidadoras invejavam.

O hospital a recomendou justamente para evitar que outras cuidadoras, menos experientes, cometessem erros.

Mas quem diria que ela envenenaria sua paciente.

No início, a cuidadora se recusou a contar a verdade.

Até que a polícia lhe disse que seu filho, em um surto psicótico induzido por drogas, havia matado a esposa com uma faca de cozinha.

Agora, restava apenas seu neto pequeno, que seria enviado para um orfanato.

Maria Gomes prometeu que, se ela contasse a verdade, a fundação da AmazGen Technologies ajudaria seu neto até que ele se tornasse adulto.

A cuidadora não aguentou mais.

Ela confessou tudo.

Seu filho lhe dera um 'suplemento nutricional' e disse que, se ela o injetasse em Juliana Castro, ele receberia um milhão.

Ela se recusou no início.

Seu filho fez um escândalo, chorou e até a agrediu.

— Maria, eu não vou embora. — Patrício Freitas permaneceu firme, sem recuar um passo.

Maria Gomes, furiosa, lhe deu outro chute.

— Maria, pode chutar, mas eu não vou embora.

Maria Gomes sentiu uma impotência, como se estivesse socando algodão, mas a raiva era imensa.

Quem poderia entender aquele sentimento?

Uma fúria contida, uma frustração tão grande que a única vontade era explodir sem pensar nas consequências.

— Certo. Então fique parado aí, não se mova!

Então, Maria Gomes ajeitou o casaco, deu um passo para trás e disse ao seu guarda-costas: — Chute-o. Chute com força.

— Quebre as pernas dele.

Com as pernas quebradas, vamos ver como ele a seguiria.

Mesmo com a ordem de Maria Gomes, Patrício Freitas não recuou.

Apenas um olhar de profunda tristeza e desolação tomou conta de seus olhos, tão denso que parecia que nunca se dissiparia.

O guarda-costas, sem expressão, chutou Patrício Freitas. Ele chutou com força, mirando nos ossos.

Após dois chutes, Patrício Freitas soltou um gemido de dor e caiu de joelhos.

Maria Gomes se aproximou dele. — Ainda quer me proteger do vento e da neve?

Patrício Freitas ergueu a cabeça para olhá-la, como se olhasse para sua deusa, com um olhar firme. — Quero.

O olhar de Maria Gomes caiu sobre sua perna esquerda intacta. Ela se afastou e disse friamente: — A outra. Quebre a outra também.

— Maria, enquanto eu não morrer — Patrício Freitas olhou para Maria Gomes com um olhar vermelho e determinado —, eu não vou desistir de você.

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