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CEO Fabiano, Você Foi Chutado para Fora do Jogo! romance Capítulo 397

Ao pé da serra, Fabiano desceu do carro com os seguranças. O helicóptero de ataque ainda ia levar um tempo para chegar.

Mas Douglas já tinha entrado na montanha levando Ivone.

O temperamento de Ivone era do tipo que preferia morrer a se curvar. Ela jamais aceitaria ser levada embora por Douglas sem lutar.

O problema era que, se ela tentasse fugir das garras dele e inventasse algum jeito de escapar bem debaixo do nariz dele, a trilha íngreme da montanha poderia se tornar uma armadilha mortal. Um pequeno descuido bastaria para ela despencar do penhasco.

A cena de quando Ivone tinha sido sequestrada pelo namorado de Hebe e tinha caído do despenhadeiro passou num flash pela mente de Fabiano. Naquele instante, o rosto dele ficou sombrio como se tivesse sido coberto por uma camada de gelo.

No caminho, Fabiano já tinha vestido uma jaqueta tática e botas de trilha. Ele colocou os óculos de visão noturna, pegou um fuzil, encheu o carregador e engatilhou a arma com um som seco e preciso, como se o metal fizesse parte do próprio corpo dele.

— Subam a serra. — Fabiano ordenou.

A lua voltou a ser engolida pelas nuvens. As nuvens, cada vez mais carregadas, eram empurradas pelo vento, até bloquearem por completo qualquer raio de luar. A trilha do morro, de uma hora para outra, ficou ainda mais difícil de ser percorrida.

Ivone já tinha se acostumado, aos poucos, com aquele tipo de terreno, mas ela continuou fingindo que mal conseguia caminhar, pisando "com cuidado" nas pedras do chão, como se cada passo fosse um desafio.

De repente, uma mão gelada se fechou no pulso dela, rápida como uma cobra venenosa que saltasse do nada. Ivone tentou puxar o braço com força, mas aquela mão apertou ainda mais, segurando o pulso dela com tanta brutalidade que parecia querer esmigalhar o osso.

Douglas segurou o pulso dela sem o menor esforço.

— Srta. Ivone, está escuro. Eu vou segurar você. Se você realmente cair do penhasco, onde é que eu vou arrumar outro tesourinho do Fabiano? — Douglas falou.

A palavra "tesourinho" soou como puro deboche para Ivone. Mas, naquele momento, ela não tinha a menor vontade de discutir com Douglas.

O problema era que, com Douglas segurando a mão dela daquele jeito, ela não tinha como fugir.

Então Ivone falou, com a expressão impassível:

— Eu preciso ir ao banheiro.

Um dos homens de Douglas resmungou em voz baixa:

— Mulher é um problema até na hora de andar.

Douglas não deu muita importância. Ele soltou o pulso de Ivone e falou com naturalidade:

— Faz aqui mesmo. Está escuro, ninguém vai ver nada.

Alguém riu baixinho, com uma maldade nojenta.

Aqueles vermes imundos davam náusea em Ivone.

Depois, Douglas mandou espalhar os homens:

— Espalhem‑se por lá. Vejam se tem algum movimento vindo do pé da serra.

No pulso de Douglas, o relógio começou a vibrar. Era o sinal do rastreador funcionando.

Maia e Enzo estavam cada vez mais perto deles.

Douglas olhou de relance para Ivone, que se afastava em direção a uma rocha grande. Sem a luz da lua, ela não via direito o caminho, escorregou numa pedra solta e quase caiu.

Ele desviou o olhar e tirou do bolso um celular via satélite.

— Onde está o helicóptero? — Ele perguntou.

Do outro lado da linha, o homem respondeu:

— Dom Douglas, falta mais ou menos dez minutos.

Dez minutos.

Douglas olhou na direção do pé da montanha. Do ponto onde eles estavam até ali embaixo, já tinha passado de meia hora de caminhada, isso porque eles estavam arrastando o passo por causa de Ivone. Se fosse um grupo de homens bem treinados, esse tempo cairia pela metade, ou até menos.

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