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CEO Fabiano, Você Foi Chutado para Fora do Jogo! romance Capítulo 396

Roberto fez um carinho na cabeça redondinha do menino e, em seguida, olhou para o médico.

— Como é que o corpo dele ficou tão fraquinho assim? — Ele perguntou.

Assim que Roberto fez a pergunta, ele mesmo percebeu que tinha falado uma bobagem. Se o menino não estivesse tão frágil, será que Fabiano teria escondido a existência dele por tanto tempo?

Já fazia um ano e, pelo que Roberto estava vendo, o garotinho provavelmente nem força para ficar de pé tinha.

De repente, Roberto se lembrou de que Fabiano já tinha comentado que precisava da medula da Maia. Na época, Fabiano não tinha dito para quem seria. Agora, ao ver Túlio, Roberto de repente entendeu tudo.

— Ele precisa de um transplante de medula, não é? — Roberto perguntou.

Osvaldo inclinou a cabeça em um gesto afirmativo:

— Sim. O tempo dele está acabando.

— Até agora a medula da Maia ainda é a única opção? Vocês não conseguiram achar outro doador compatível? — Roberto insistiu.

Osvaldo assentiu com expressão pesada:

— Não, nós não conseguimos.

Roberto franziu a testa, sério. Ele segurou a mamadeira com uma mão e apoiou a cabeça do menino com a outra.

Maia tinha sido resgatada, mas Ivone tinha sido levada.

Fabiano, naquela ida, não só precisava trazer Maia de volta como também tinha que salvar Ivone. Só de pensar nisso, Roberto sentiu o peito apertar e olhou para o garotinho, que mamava devagarinho, quase pegando no sono.

...

Uma rajada de vento passou. A lua saiu pela metade por trás das nuvens. A claridade prateada se espalhou pelo alto da serra, onde uma névoa fina cobria o topo. Para onde quer que se olhasse, só se via uma sequência infinita de montanhas.

Ivone era empurrada para a frente enquanto caminhava. O terreno no alto do morro tinha muitas pedras soltas. A sola do sapato dela escorregou de repente. Assim que ela conseguiu se firmar de novo, Douglas já tinha agarrado o braço dela.

Douglas virou de lado e repreendeu em voz baixa o capanga ao lado dele:

— Vocês não podem tratar a Srta. Ivone com essa grosseria toda. Se vocês andarem um pouco mais devagar, não vai custar nada para ninguém.

Ivone puxou o braço com força para se soltar.

Douglas não demonstrou irritação.

— A senhora sabe muito bem reconhecer a hora de ceder. Isso mostra que a senhora é uma mulher inteligente.

O sorriso nos lábios de Douglas se alargou.

Eles não tinham como continuar andando daquele jeito para sempre. Mais cedo, ainda no cais, Ivone tinha escutado o ronco de motores de carro. Ela não sabia se eram homens de Davi ou de Fabiano.

Agora, Douglas era um tigre encurralado dentro da armadilha, mas, com certeza, ele ainda tinha um plano de fuga. O coração de Ivone começou a trabalhar em silêncio, procurando brechas, saídas, qualquer pista.

— A gente vai andar até quando? — Ela perguntou.

Douglas caminhava lado a lado com Ivone, sem pressa, como se eles estivessem só fazendo uma trilha noturna por diversão.

— Eu não vou deixar você sofrer por muito tempo. Daqui a pouco um helicóptero vem buscar a gente. — Ele respondeu.

O coração de Ivone se contraiu. Ela olhou para a sequência de montanhas. Aquele trecho ali era justamente perto do lugar para onde ela tinha sido levada quando foi sequestrada, perto do túmulo da garota chamada Hebe.

Só que, um pouco mais à frente, eles estariam praticamente fora dos limites de Uíge.

Assim que o helicóptero chegasse, Ivone sabia que nem com asas ela conseguiria escapar.

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