Ramiro apressou-se e foi até a frente, dizendo: "O papai de vocês se machucou."
"Se machucou?" Ao ouvir isso, Tristan ficou ainda mais preocupado, e em seus olhos cristalinos transparecia toda a saudade e apreensão pelo pai.
Geraldo, ao ver a cena, deu um tapinha no ombro de Tristan, querendo confortá-lo, assim como aos demais: "Fiquem tranquilos, trouxemos uma equipe médica conosco."
Assim que terminou de falar, ele rapidamente deu ordens aos outros.
Logo em seguida, mais pessoas começaram a desembarcar de outro avião.
Entre elas, estavam membros da equipe médica, que se apressaram em direção à pequena casa de pedra, prontos para socorrer David.
Havia também integrantes da equipe de resgate vestidos com roupa camuflada, que começaram a montar um perímetro de segurança ao redor, garantindo a proteção do local.
Eles agiram com rapidez e logo colocaram David em uma maca, levando-o para o avião.
Ramiro e os demais os seguiram imediatamente.
Daniel, com uma expressão séria, disse: "Mamãe, suba no avião primeiro, eu ficarei por último."
Aquele jeito de gente grande fez Jessica não segurar o riso: "Está bem, então venha logo depois."
Daniel assentiu com firmeza.
No entanto, depois que papai e mamãe já haviam subido a bordo, ele se virou para os membros do Dragão, que também tinham acabado de descer do avião, e ordenou, com aquela vozinha infantil mas cheia de seriedade: "Ouvi dizer que há um tesouro por aqui. Fiquem e procurem, me avisem a localização exata, e se conseguirem desenterrar, melhor ainda."
Todos responderam em uníssono: "Sim, senhor."
Daniel assentiu: "Ótimo, então deixo com vocês."
Após dar as instruções, Daniel, satisfeito, correu em direção ao avião com suas perninhas curtas, fazendo "tac-tac-tac" no chão.
No caminho de volta, todos embarcaram em um avião grande e espaçoso.
O interior da aeronave era bem equipado, com camas confortáveis, comida e bebida à vontade.
Ramiro já estava há dias sem comer direito e, agora fora de perigo, assim que entrou no avião se jogou numa poltrona e começou a devorar a comida vorazmente.
Depois de um exame minucioso, um dos médicos franziu a testa e disse: "Ainda não conseguimos identificar que tipo de veneno entrou no corpo do Diretor Martins. Precisamos coletar uma amostra de sangue dele e, quando chegarmos, analisaremos com equipamentos adequados."
Ramiro respondeu prontamente: "Façam isso o quanto antes, e me avisem assim que tiverem um resultado." Enquanto falava, ainda olhou de relance para o Diretor Martins.
Ao ouvirem que o papai havia sido envenenado, as quatro crianças ficaram chocadas.
Especialmente Tristan, que foi até David, segurou sua mão e perguntou, cheio de tristeza: "Papai, como você foi envenenado? Você vai morrer?"
David se controlou, mexeu levemente os lábios finos e respondeu baixinho: "Não, fique tranquilo, eu não vou morrer."
Tristan: "Mas você está sofrendo?"
"Também não estou sofrendo." David forçou um pequeno sorriso, era a primeira vez que tentava consolar uma criança daquele jeito.
Tristan, com as sobrancelhas franzidas, disse ainda: "Quando chegarmos em casa, papai deve descansar bastante. Tristan vai cuidar de você."
David olhou para Tristan, sentiu-se profundamente tocado e assentiu: "Está bem."

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