Jessica acenou com a cabeça e se acalmou.
O carro seguiu velozmente na direção da casa marcada no mapa.
Aos poucos, eles adentraram uma estrada serrana, de relevo íngreme e curvas acentuadas.
Logo, avistaram uma casa de pedra na encosta da serra.
A casa parecia bastante peculiar, suas paredes eram compostas por pedras de tamanhos variados, empilhadas com harmonia, transmitindo uma sensação rústica e natural.
Entretanto, o tempo havia deixado marcas visíveis nela; a casa estava um tanto envelhecida, com as paredes manchadas e desgastadas.
Durante o trajeto, quase não se via sinal de água, mas, surpreendentemente, naquela encosta havia uma nascente.
A água da nascente era cristalina, escorrendo suavemente pelo declive da serra e produzindo um som melodioso de pingos.
O carro parou lentamente diante da casa de pedra, levantando uma nuvem de poeira.
Logo depois, a porta da casa se abriu e um senhor idoso saiu para recebê-los.
“Sr. Siqueira, o senhor chegou.” A voz do idoso trazia certa melancolia, mas era repleta de respeito; ele inclinou-se levemente em saudação a Hugo.
Hugo desceu do carro, com expressão serena, acenou de leve com a cabeça e seguiu diretamente em direção à casa, com passos tranquilos, como se estivesse retornando ao seu próprio território.
Os demais, ao verem isso, apressaram-se a acompanhá-lo.
O idoso, igualmente cortês, dirigiu-se ao grupo: “Imagino que todos sejam amigos do Sr. Siqueira, entrem, por favor, entrem.”
Seu rosto exibia um sorriso caloroso, e seu olhar percorria cada um dos presentes, transmitindo tal cordialidade que era difícil desconfiar dele.
No centro da sala havia um pequeno fogão à lenha, com brasas ardendo vivamente, aquecendo o ambiente que, de outra forma, seria frio e úmido.
Com gestos experientes, o idoso preparou café para eles, servindo as xícaras fumegantes sobre a mesa, sempre com um sorriso afável, e disse com entusiasmo: “Venham, tomem um pouco de café. Foi feito com a água da nascente, o sabor está especial.”
O aroma do café, misturado ao vapor, espalhou-se rapidamente por toda a casa.
Jessica aproximou-se para sentir o aroma; achou-o fresco, delicado e ao mesmo tempo intenso, provocando uma agradável sensação de tranquilidade — realmente especial.
Ela olhou ao redor: o lugar era repleto de natureza, tranquilo e harmonioso, como um refúgio distante do mundo, em nítido contraste com a região desolada e perigosa lá fora.
Ainda assim, ela não conseguia entender por que aquele senhor vivia ali sozinho.
E Hugo, como conhecia aquele homem? Afinal, o que ele pretendia fazer ali?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Caso de Uma Noite: Quatro Bebês Expõem o Chefão como Pai!