David soltou um resmungo frio: “Por que você não fala daqueles anos em que seu pai te largou aqui para se virar sozinho?”
Assim que disse isso, o rosto de Hugo ficou imediatamente sombrio.
Ao ser lembrado por David daquele passado difícil de superar, toda a expressão de orgulho de Hugo desapareceu por completo, dando lugar a uma nuvem pesada em seu semblante.
Jessica olhou para Hugo, surpresa ao descobrir que ele já havia estado em uma área deserta — e, ainda por cima, saído vivo de lá.
No entanto, vendo que Hugo não parecia estar bem, Jessica preferiu não insistir.
Ela fixou o olhar no mapa, apontando para um local específico, e perguntou: “Aqui tem uma casa? Isso significa que tem gente lá?”
Hugo lançou um olhar indiferente para o ponto indicado, assentiu levemente e respondeu: “Sim. É justamente para lá que estamos indo agora.”
Seu tom era calmo e inexpressivo, deixando difícil perceber o que havia naquele lugar ou por que seria o destino deles.
Jessica, ao ouvir isso, apressou-se em perguntar: “E quando você vai levar a gente para fora daqui?”
Hugo olhou de relance para ela, mantendo o mesmo tom frio, e disse: “Logo. Assim que eu resolver o que preciso.”
Jessica franziu a testa, não conseguindo conter outra pergunta: “Você veio aqui para resolver o quê?”
Ela queria mesmo saber o que se passava na cabeça de Hugo, por que ele aparecera naquele lugar inóspito, quais eram seus objetivos, e, afinal, estavam todos no carro dele — tudo isso a deixava inquieta.
No entanto, o rosto de Hugo ficou subitamente gelado: “Já falei para não se meter. Quanto mais você souber, pior para você.”
Hugo, porém, parecia não se importar, deu de ombros e disse: “Só quero ver o quanto ele realmente significa para você, se vale a pena você arriscar tanto para procurá-lo. Mas pode ficar tranquila: se ele realmente vier, quero só ver o quanto ele consegue se virar sozinho nesse lugar.”
O olhar de Hugo tinha um quê de diversão, como se tudo não passasse de um jogo para testá-los, sem a menor preocupação com a sorte ou o destino de Hugo.
Jessica tremia de raiva, prestes a discutir mais uma vez com Hugo, mas David segurou seu braço e falou baixinho: “Agora não é hora de agir por impulso. Não sabemos exatamente o que está acontecendo. Vamos esperar sair daqui para resolver isso. Não caia na provocação dele.”
David conhecia bem Hugo — sabia que ele só queria irritar Jessica de propósito, para confundir os sentimentos deles.
Mas agora, com o carro quebrado e sem contato com os outros, só podiam contar com Hugo para sair dali.
Quem sabe, acompanhando Hugo, eles ainda descobrissem mais informações.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Caso de Uma Noite: Quatro Bebês Expõem o Chefão como Pai!