Ao ouvir isso, o velho imediatamente mudou de expressão, exclamando ansioso: "Que história é essa de sua casa e minha casa? Aqui é a sua casa!"
Porém, vendo que o bisneto continuava impassível, o velho ficou aflito e disse rapidamente: "Tudo bem, eu vou demiti-la agora mesmo."
Dito isso, virou-se para Dona Ema, seu rosto endurecendo enquanto ordenava friamente: "Dona Ema, pode ir embora!"
Foi como se um raio tivesse atingido Dona Ema; suas pernas tremeram e ela caiu de joelhos com um "plof": "Não, por favor, senhor..."
O velho apenas lançou um olhar para o lado, e os seguranças entenderam imediatamente, aproximando-se rapidamente. Um de cada lado, levantaram Dona Ema, que se debatia e chorava, mas foi arrastada porta afora sem qualquer consideração.
Desesperada, Dona Ema lançou um olhar suplicante para Sra. Martins, gritando com voz esganiçada: "Sra. Martins, por favor, me ajude! Preciso que me defenda..."
Ela ainda tinha esperança de que Sra. Martins pudesse mudar seu destino.
Mas, naquele momento, a cabeça de Sra. Martins estava tomada pelos pensamentos do divórcio, e ela não se importava nem um pouco com a situação daquela simples Dona Ema, ignorando completamente seus pedidos de socorro.
Os gritos de Dona Ema foram diminuindo à medida que ela era levada para longe.
Quando Dona Ema finalmente desapareceu de vista, o velho relaxou a expressão tensa, virou-se para Daniel com um sorriso gentil e disse suavemente: "Agora podemos jantar, não é?"
Assim está melhor! Daniel lançou um olhar astuto, pegando o garfo com alegria.
Depois da refeição, Antônio Martins mandou trazer vários tesouros valiosos, colocando-os à disposição das quatro crianças para que escolhessem à vontade.
Ele e o velho mal podiam esperar para trazer todas as melhores riquezas da casa diante das quatro crianças.
Com um gesto generoso, o velho exclamou: "Podem escolher o que quiserem, o que gostarem é de vocês! As melhores coisas da nossa Família Martins devem ser passadas para vocês, essas crianças inteligentes e adoráveis."
Os quatro pequenos arregalaram os olhos, deslumbrados com tantas relíquias e joias preciosas.
Daniel comentou: "Então o vovô tem tantos tesouros assim? Acho que é até mais do que na casa dos avós maternos."
Julio respondeu: "Não esqueça que nosso papai é o homem mais rico do país."
Sentada no chão, Sra. Martins chorava compulsivamente até que, aos poucos, foi se levantando e deu mais um passo à frente.
Ela sempre acreditara que possuía um casamento feliz, que tinha o amor de Antônio.
Agora percebia que tudo não passava de ilusão.
No passado, ela roubara Antônio de Maria, mas embora tivesse conquistado seu corpo, nunca obteve seu coração.
O marido não a amava.
Aos olhos do filho, ela também era uma pessoa ruim.
Seu maior desejo era que David desse um herdeiro à Família Martins, e agora que isso se realizara, já não tinha mais nada pelo que lutar.
Mesmo que se divorciasse, ainda teria que ver o marido reatando com aquela mulherzinha, o que a deixava profundamente incomodada. Isso era algo que ela jamais conseguiria suportar.

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