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Caso de Uma Noite: Quatro Bebês Expõem o Chefão como Pai! romance Capítulo 652

Já que era assim, então morrer talvez fosse melhor.

O que os olhos não veem, o coração não sente.

Dona Martins, tomada por uma decisão dura, resolveu pular no lago.

Tristan a observava, passo a passo, caminhando em direção à margem, o rostinho cheio de preocupação, pensando: será que a vovó má vai mesmo pular no lago?

Apesar de não gostar da vovó má, ele também não queria vê-la realmente se jogando no lago para acabar com a própria vida.

O pequeno hesitou por um tempo, então correu até Dona Martins e lhe estendeu um lenço de papel.

Dona Martins estava imersa na tristeza, mas ao ver a mãozinha à sua frente, parou de andar, virou-se para Tristan e perguntou: "O que você está fazendo?"

Tristan respondeu com a voz suave e infantil: "Pra você se enxugar, vovó. Não chora mais, por favor."

O chamado inesperado e inocente da criança tirou Dona Martins de seus pensamentos sombrios. Ela ficou surpresa, abaixou a cabeça, e as lágrimas em seus olhos se tornaram ainda mais abundantes, sem que conseguisse contê-las.

O bondoso Tristan não entendia por que a vovó má chorava ainda mais, e franziu a testa, frustrado.

Será que ela ainda queria mesmo pular no lago?

"Se você tá triste, pode continuar chorando, mas não fica aqui não, mamãe falou que a beira do lago é perigosa." Ele aconselhou com toda seriedade em seu tom infantil.

Ao ouvir isso, Dona Martins sentiu o coração se aquecer.

Ela estava tão triste e ninguém se importava, mas no fim, apenas uma criança demonstrava preocupação por ela.

Dona Martins soluçou por um tempo, aos poucos se acalmando. Enxugou o rosto com a mão, pegou o lenço que Tristan lhe entregou e, com a voz embargada, disse: "Obrigada, você é um bom menino. Pode voltar para casa, vovó só quer ficar sozinha um pouco."

Se fosse para morrer, que morresse, mas não queria assustar a criança.

Pelo menos esse aí na sua frente era um verdadeiro "pequeno endiabrado", especialista em cutucar feridas e arranjar confusão.

Daniel pôs as mãos na cintura, levantou o queixo e disse: "Se vai pular, pula logo, não fica enrolando. Quando você morrer, o vovô vai poder casar de novo. Eu acho a nova vovó muito melhor, parece mais bonita e mais carinhosa."

Dona Martins sentiu o sangue ferver, a cabeça zumbir, ficou sem ar por um instante e só depois conseguiu se recompor, respondendo teimosamente: "Quem disse que eu vou pular no lago? Eu não vou pular, não!"

"É mesmo? Mas o vovô já vai te largar, aí você vai acabar pulando do mesmo jeito." Daniel comentou com aquela expressão inocente, inclinando a cabeça e continuando a cutucar.

Dona Martins gritou: "Não vou, não vou pular no lago! Só gente fraca e incompetente pensa em pular no lago!"

Depois de gritar, só então percebeu que a criança estava usando uma tática para provocá-la, querendo que ela desistisse de pular.

No fundo, sentiu o coração amolecer de repente.

"Vocês não me chamam de vovó má? Por que ainda querem me salvar?"

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