David concordou distraidamente.
Olhando para o dócil e obediente Gilberto, a expressão séria do avô suavizou-se sutilmente por um instante.
Depois de um tempo, Mário lembrou-se do assunto principal e perguntou: "Alguma notícia da Jessica?"
As pupilas de David se contraíram por um momento: "Ainda estamos investigando."
"Quem você acha que levou a Jessica?" perguntou o avô.
"Eu suspeito que foi a mando da Zoé", disse David com a voz grave. "Mas a Zoé está escondida nos últimos dias, não conseguimos rastreá-la. Víctor já voltou para lá, se ele conseguir encontrar a Zoé, tudo se resolverá."
Mário bufou: "Essa gente da Família Castelo é demais, eles simplesmente não levam a Família Martins a sério, ousando tocar na minha neta-de-coração!"
A mandíbula de David se tencionou: "Desta vez é diferente. Não deve ser apenas a Zoé. Ela não conseguiria fazer isso de forma tão limpa sozinha."
"Você suspeita de mais alguém?"
"Sim."
A temperatura pareceu cair alguns graus instantaneamente.
Mário suspirou e acrescentou: "David, sobre o que aconteceu com sua mãe... já que aconteceu, tente superar. Tantas coisas aconteceram recentemente, e seu pai está daquele jeito... você precisa aguentar firme..."
"Eu sei." A emoção de David não vacilou.
Na verdade, após organizar o funeral da Sra. Martins, ele já estava exausto.
Mas sem notícias de Jessica, ele não ousava parar por um segundo, sem tempo sequer para o luto.
Sempre que fechava os olhos, via ou a imagem de sua mãe morrendo diante dele ou o rosto pálido de Jessica sendo levada para a sala de parto.
Ninguém sabia que, para ele, cada dia daquele período era como um ano de sofrimento.
...
Celeste acordou no hospital.
Ela abriu os olhos lentamente, sua consciência pesada e turva como algodão encharcado.

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