Só que agora ele não tinha como saber se eles ainda teriam um futuro...
"Iris, eu estou indo."
Com um misto de saudade e relutância, ele se inclinou e depositou um beijo em sua testa lisa.
Seu perfume intenso a envolveu, mas não foi o suficiente para despertar a adormecida.
Víctor a olhou profundamente uma última vez e, sob o manto da noite, deixou o quarto.
No instante em que a porta se fechou, Iris de repente se virou, encontrando uma posição mais confortável, e continuou a dormir.
No dia seguinte, Iris correu pela mansão inteira procurando por ele.
Ela abria porta após porta, espiando em cada cômodo, chamando sem parar: "Tio Víctor... Onde está o tio Víctor?"
Nos últimos dias, a primeira coisa que ela via ao acordar era Víctor, e isso já havia se tornado um hábito.
Ele deixava um copo de leite morno em sua cabeceira, arrumava seu cabelo bagunçado e depois brincava com ela de todos os tipos de jogos.
Mas hoje, ao abrir os olhos, o quarto estava vazio. Sem leite, sem Víctor. Ela se sentiu extremamente estranha e saiu para procurá-lo.
No entanto, ela revirou toda a Costa Dourada e não o encontrou.
Com o rosto corado de tanto correr, ela finalmente parou os quatro meninos na porta do quarto de brinquedos.
"Vocês viram o tio Víctor?"
Os quatro meninos trocaram um olhar e responderam em uníssono: "Ele teve que sair para resolver um assunto."
Iris franziu a testa: "E quando ele volta?"
Os quatro meninos balançaram a cabeça em uníssono: "Não sabemos."

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