"Por que... está nos ajudando?" Ela perguntou, com a voz fraca como um fio de ar.
Hugo abaixou a cabeça, o olhar pousando no rosto pálido de Jessica. "Talvez seja porque você fica muito bonita segurando uma tesoura."
"..."
Jessica tentou falar, mas isso provocou uma tosse ainda mais forte.
Hugo franziu levemente a testa, quase imperceptível, e apressou ainda mais o passo.
Raquel correu um pouco à frente, abrindo caminho. "Jessica, aguenta firme, o ambulatório está logo ali."
Raquel encontrou o ambulatório mais próximo e chamou dois médicos em quem confiava totalmente para ajudar.
Hugo colocou Jessica na maca e saiu da sala em seguida.
Ramiro também esperava do lado de fora, ficando ao lado de Hugo.
O clima entre os dois era tenso, como se ambos estivessem prontos para sacar suas espadas.
A arma de Ramiro ainda estava apontada para as costas de Hugo, o dedo firme no gatilho; bastava um leve aperto e a bala atravessaria sua coluna.
Hugo não se virou, apenas virou um pouco o rosto: "Não precisa ficar o tempo todo me apontando essa arma, não acha?"
As pupilas de Ramiro se contraíram. Ele olhou para Hugo, depois para a arma em sua mão — percebeu que estava realmente muito tenso.
Ele abaixou lentamente o braço e guardou a arma, mas não pôde evitar resmungar: "Por que deveríamos confiar em você?"
Hugo respondeu sem olhar para trás: "Porque eu acabei de salvar vocês."
O pomo de Adão de Ramiro subiu e desceu, mas ele não retrucou.
Depois de um tempo, a porta do ambulatório se abriu e os dois médicos saíram.
Eles disseram que Jessica estava fora de perigo. Raquel ficou lá dentro para fazer companhia, esperando Orlando voltar.
O corredor ficou novamente só com os dois.
Ramiro continuou de guarda na porta do ambulatório, como um verdadeiro guardião.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Caso de Uma Noite: Quatro Bebês Expõem o Chefão como Pai!