Hugo arqueou as sobrancelhas, observando sem demonstrar emoção.
O que aquelas pessoas estavam tramando, agindo de maneira tão suspeita do lado de fora do consultório de Orlando?
Enquanto ele refletia, a porta do consultório se abriu.
Imediatamente, os homens de preto se aproximaram em volta.
Hugo semicerrava os olhos; seu instinto lhe dizia que aquilo não era simples, especialmente quando viu o rosto de Ramiro aparecer...
"Gente do David..."
Do outro lado, assim que Ramiro saiu, já começou a brigar com eles. Com um golpe de cotovelo, acertou violentamente o pomo de Adão do homem de preto mais próximo e, ao mesmo tempo, já sacava uma pistola com silenciador da parte de trás da cintura.
"Puf—"
Após um leve estampido abafado, abriu-se um buraco ensanguentado no peito do homem de preto que estava mais afastado, que caiu para trás, sem vida; todo o movimento foi fluido, não levando mais de dois segundos.
Os pacientes e funcionários do hospital no corredor ficaram atônitos por um segundo, logo explodindo em gritos de terror.
A multidão se dispersou como um enxame de abelhas atacado, carrinhos foram virados, equipamentos médicos espalharam-se pelo chão.
Hugo ficou imóvel; estava apenas assistindo à cena, mas no instante seguinte, seu olhar pousou em Jessica, que estava mais atrás, e ele estreitou levemente os olhos.
Jessica saiu do consultório acompanhando Raquel, não conseguindo evitar uma tosse.
Um dos homens de preto notou as duas, mudando de direção e avançando sobre elas.
Jessica ergueu a cabeça e viu justamente o homem de preto vindo em sua direção.
Ela girou o pulso direito e, por instinto, sacou uma tesoura da manga.
No entanto, o perigo que ela imaginava não chegou; aquela sombra foi interceptada ainda no ar.
Uma mão segurou o pulso do homem de preto, torcendo-o com força, e um chute lateral certeiro lançou o agressor longe.
O corpo do homem bateu com violência na parede do corredor, emitindo um som surdo, e ao deslizar até o chão, já estava inconsciente.

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