Jessica assentiu com a cabeça e sentou-se na cama, sendo amparada por Raquel.
O pequeno grupo saiu do quarto e deu de cara com Celeste.
Ela vinha do quarto de Nilton. Nilton e Celeste tinham conversado por um longo tempo, e, sem saber do que se passava fora dali, não fazia ideia do ocorrido. Além disso, como a arma usada tinha silenciador, quase ninguém sabia que um tiroteio havia acontecido no hospital há pouco.
Por isso, Celeste também estava por fora dos acontecimentos.
Mesmo assim, ao ver Jessica saindo da enfermaria com o rosto pálido, não pôde deixar de perguntar: "O que você está fazendo aqui? Você parece tão abatida..."
Jessica respondeu: "Tivemos um pequeno imprevisto..."
As sobrancelhas de Celeste se franziram. Ela disse: "Venham comigo, eu levo vocês para casa."
Jessica fez um gesto de recusa: "Não precisa, Orlando já cuidou de tudo."
Celeste, porém, deu um passo à frente e baixou ainda mais a voz: "Meu padrinho tem influência em todos os meios, ninguém da Família Rezende teria coragem de mexer com você enquanto ele estiver por perto."
Ao ouvir isso, Jessica franziu a testa: "Você está dizendo que quem preparou a emboscada também era da Família Rezende?"
Todos trocaram olhares, e um silêncio estranho pairou no ar.
Nilton já tinha mencionado que a Família Rezende realmente estava ajudando Zoé, então não era impossível que Zoé tivesse contratado membros da Família Rezende para emboscar e assassinar Jessica...
Se fracassassem, a culpa cairia sobre a Família Rezende; se tivessem sucesso... só traria benefícios para Zoé.
Celeste assentiu: "Embora eu não saiba como vocês ofenderam a Família Rezende, posso ajudar a livrar vocês deles."
Raquel hesitou, olhando instintivamente para Jessica: "Jessica, e agora...?"
Celeste arqueou uma sobrancelha: "O que foi, vocês não confiam em mim?"

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