Dez minutos depois...
A porta do galpão se abriu, e Natan saiu, segurando um pano com o qual limpava a lâmina da faca. Havia algumas manchas vermelho-escuras em sua camisa branca, mas ele exibia um sorriso tranquilo no rosto, como se tivesse acabado de praticar algum esporte comum.
"Resolvido?" Iris perguntou, sem coragem de encarar os olhos dele.
Gisela mostrou-se curiosa: "Ficou lá dentro tanto tempo, foi difícil matar?"
Natan enfiou a faca casualmente na parte de trás da cintura e lançou um olhar severo para as duas: "Ora, eu nunca matei ninguém antes, só dei uma surra nele até desmaiar."
Iris: "......"
Gisela: "......"
As duas trocaram olhares e reviraram os olhos ao mesmo tempo.
Iris estava um pouco preocupada: "Mas você não matou... E se ele acordar e for contar tudo para a Zoé, revelando que pretendemos sequestrar o filho dela?"
Gisela assentiu: "Nesse caso, antes mesmo de acharem o alvo, talvez a Zoé já tenha acabado com a gente..."
Natan pensou e respondeu: "Vamos arrumar alguém para amarrá-lo e mandá-lo para o primo, que fique de olho nele."
Ele coçou o queixo: "Pelo que percebi, ele e a Zoé são bem próximos. E o Duke tem aquele rosto de galã... Vai ver, são até mais importantes um para o outro do que o filho desaparecido, não é mesmo?"
Iris e Gisela olharam para ele com ceticismo, duvidando da teoria de Natan.
Zoé se importaria com a vida de um subordinado?
Natan fez um gesto com a mão: "Deixa pra lá, vamos agir primeiro e pensar depois."
......
Dois dias se passaram e a porta do quarto permaneceu fechada.
Jessica se trancou no próprio quarto, recusando-se a comer ou a falar.

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