Quando os quatro pequenos chegaram, Jessica ainda mantinha a mesma postura de antes, sentada no quarto sem se mover.
Ela já estava sentada na janela na mesma posição há três horas, segurando com força a folha de papel que Hugo deixara. Seus olhos estavam tão inchados quanto dois pêssegos.
"Mamãe parece tão triste." murmurou Geraldo, com as sobrancelhas todas franzidas.
Daniel balançou a cabeça: "Ela nem percebeu que a gente entrou."
Tristan, com o rostinho preocupado: "É a primeira vez que vejo mamãe tão triste assim. O que podemos fazer para deixá-la um pouco mais feliz?"
Julio, de repente, teve uma ideia: "Vamos, vamos procurar o papai!"
Na cozinha.
David sabia que Jessica não tinha comido nada, então foi até lá especialmente para pedir ao chef da família que preparasse os pratos preferidos dela.
Enquanto esperava a comida ficar pronta...
De repente, ouviu atrás de si a voz lamentosa de Daniel: "Papai, os olhos da mamãe estão todos inchados de tanto chorar."
David se virou: "É mesmo?"
Daniel assentiu com vigor: "É sim! Você precisa consolar a mamãe direitinho, pedir para ela não ficar tão triste. Senão, até o Sr. Hugo, lá no céu, vai ficar magoado também."
O canto da boca de David tremeu um pouco.
Tristan suspirou, balançando a cabeça como um ancião: "Ai, que pena, eu ainda queria que o Sr. Hugo fosse meu padrinho."
Julio acenou com a mão pequena: "Deixa pra lá, deixa pra lá. Melhor a gente não falar mais do Sr. Hugo, senão a mamãe fica mais triste, com saudade."
Daniel também suspirou: "Parece que o Sr. Hugo vai viver pra sempre no coração da mamãe."
David: "......"
Enquanto os pequenos falavam sem parar, David sentiu suas têmporas começarem a pulsar.


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